O excesso de algas formou um tapete verde nos afluentes do Rio Tietê na região noroeste de São Paulo.
Entre Glicério e Penápolis (SP), moradores têm convivido com o problema que afeta a vida aquática e a economia local.
Já faz parte da rotina do aposentado José dos Reis Pereira usar o rastelo para tentar limpar o Ribeirão Bonito, em Glicério. Quase diariamente, ele tenta auxiliar na diminuição da quantidade de algas que aumenta anualmente.

José conta que no ano passado o ribeirão ficou com mau cheiro. Na ocasião, as algas impediram a passagem de luz, faltou oxigênio para os peixes e muitos morreram. Em entrevista à TV TEM, o aposentado explicou que há pelo menos cinco anos convive com o problema.
Devido ao tapete verde, a água parece um campo de vegetação. Em alguns pontos, é possível observar que mais de dois metros de profundidade foram tomados pelas algas. O excesso de nutrientes provocado pelo descarte irregular de esgoto e pela poluição facilita a proliferação das plantas aquáticas. Para pescadores e população ribeirinha, o cenário é preocupante.

No Ribeirão São Jerônimo, outro afluente do Rio Tietê, a cena se repete entre os municípios de Zacarias e Planalto (SP).
No Ribeirão Lageado, em Penápolis, a água com coloração esverdeada já foi transparente. O aposentado Marcos Gobbi lembra que o local fez a alegria de seus netos. Hoje, o desejo de praticar a atividade da pesca deixou de ser realidade para Gobbi.
Fonte: G1