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Funfarme reforça a importância da vacinação em todas as fases da vida

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Manter a vacinação em dia é uma das principais formas de prevenir doenças e reduzir o risco de complicações em todas as fases da vida.

No Dia Nacional da Vacinação, celebrado em 17 de outubro, a Funfarme reforça a importância da imunização desde a gestação e os primeiros meses de vida até a adolescência, a idade adulta e a terceira idade, além da necessidade de combater a desinformação e ampliar a conscientização sobre os benefícios das vacinas.

Um exemplo da importância das estratégias de proteção é o uso do nirsevimabe, anticorpo que protege bebês contra o vírus sincicial respiratório (VSR), um dos principais agentes associados à bronquiolite.

O HCM e o Ambulatório da Funfarme já realizaram 708 aplicações desde fevereiro deste ano, quando o imunizante começou a ser aplicado. No Hospital da Criança e Maternidade, as internações de crianças com teste positivo para o VSR passaram de 563, entre janeiro e setembro de 2025, para 386 no mesmo período de 2026, uma redução de aproximadamente 31,4%. A comparação mostra uma queda no período, mas não permite atribuí-la exclusivamente ao uso do imunizante.

“Reforçando que, no geral das doenças respiratórios, pode-se observar uma tendência a redução de casos internados, conforme dados da nossa instituição, que podem ser por fatores como atualização da situação vacinal, sazonalidade e oscilação das condições climáticas”, explica a Dra. Maria Lúcia Machado Salomão, epidemiologista e coordenadora do Núcleo Hospitalar da Funfarme.

Para o diretor executivo da Funfarme, Dr. Horácio Ramalho, a prevenção deve fazer parte do cuidado contínuo com a saúde da população.
“A vacinação é uma das ferramentas mais importantes para prevenir doenças e reduzir complicações. Nosso compromisso é contribuir para que a população tenha acesso à informação de qualidade e compreenda que a imunização é importante em todas as etapas da vida”, afirma.

A importância de manter a vacinação em dia também faz parte da rotina de quem passa pelo Ambulatório do Hospital de Base. Marlene Silva de Oliveira, de 64 anos, moradora de Barretos, aproveitou uma consulta para atualizar a imunização contra a Covid-19. Ao ser alertada pelo médico de que precisava receber uma dose de reforço, ela seguiu para a Sala de Vacinas logo após o atendimento.

“Eu sempre estou tomando as vacinas, porque previnem muitas doenças. Tenho lúpus, fui transplantada e estou sempre olhando a carteirinha. Venho porque não tem custo e porque sei que a vacinação previne muitas doenças”, conta Marlene.

A experiência reforça a importância de verificar a caderneta e aproveitar as oportunidades de vacinação durante o atendimento em saúde, sempre conforme a indicação profissional.

Cobertura vacinal em Rio Preto

Dados da Secretaria Municipal de Saúde de São José do Rio Preto mostram diferenças nos índices de vacinação entre as faixas etárias e os imunizantes avaliados.

Entre os idosos, a cobertura contra a gripe está em 49%. Na população infantil, os índices informados são de 99,75% para a vacina pneumocócica em menores de um ano; 98,08% para rotavírus; 94,96% para poliomielite e 90,65% para DTP em crianças de um ano. Entre as crianças de quatro anos, a cobertura é de 78,14% para varicela e 83,62% para febre amarela.

Os números reforçam a importância de verificar a situação vacinal e completar os esquemas recomendados. Os percentuais variam de acordo com a vacina e o público considerado, por isso devem ser analisados conforme as indicações específicas de cada imunizante.

Informação confiável ajuda a combater a desinformação

Além de manter a caderneta atualizada, buscar informações confiáveis é fundamental para a prevenção. As vacinas passam por processos de avaliação de segurança e eficácia, e possíveis eventos adversos são acompanhados pelos sistemas de vigilância.

“É natural que as pessoas tenham dúvidas, e elas devem ser acolhidas e esclarecidas com responsabilidade. O mais importante é buscar informações em fontes oficiais, como o Ministério da Saúde e as secretarias de saúde, além de conversar com profissionais habilitados. Dúvidas sobre contraindicações, reações ou indicações específicas devem ser esclarecidas com um profissional de saúde, em vez de levar alguém a deixar de se vacinar com base em informações sem comprovação”, destaca a Dra. Maria Lúcia.

A orientação é procurar a unidade de saúde mais próxima para conferir a caderneta e verificar quais vacinas são indicadas para cada integrante da família. O calendário pode variar conforme a idade, as doses já recebidas e as condições individuais de saúde.

Proteção que acompanha a vida

Durante a gestação, vacinas como a dTpa, contra difteria, tétano e coqueluche, e a vacina contra o VSR ajudam a proteger a gestante e o bebê, conforme as recomendações vigentes. Após o nascimento, imunizantes como BCG e hepatite B estão entre os primeiros previstos no calendário. Na infância, as vacinas protegem contra doenças como poliomielite, rotavírus, coqueluche, meningites, pneumonias, sarampo, caxumba, rubéola e febre amarela.

Na adolescência, a vacina contra o HPV é uma das principais estratégias de prevenção de infecções associadas a diferentes tipos de câncer. Na vida adulta, é importante conferir se o esquema básico está completo e se há necessidade de doses de reforço ou de outros imunizantes, conforme a idade, o histórico vacinal, a profissão e as condições de saúde.

Em idosos, vacinas contra gripe e Covid-19 ajudam a reduzir o risco de complicações. A proteção contra doenças pneumocócicas também merece atenção, especialmente entre pessoas mais velhas, devido ao risco de pneumonia e de outras infecções graves.

“A vacinação não termina na infância. As necessidades mudam ao longo da vida, e algumas doses precisam ser reforçadas. Por isso, é importante conferir a caderneta e procurar um serviço de saúde sempre que houver dúvidas”, orienta a Dra. Maria Lúcia Machado Salomão, epidemiologista e coordenadora do Núcleo Hospitalar da Funfarme.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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