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Juiz Denunciado por Morte de Ciclista Revela Medo de Prisão

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G1

O juiz aposentado Fernando Augusto Fontes Rodrigues Júnior, denunciado pelo Ministério Público por homicídio doloso pela morte da ciclista Thais Bonatti em Araçatuba, que aconteceu no dia 24 de julho, expressou seu medo de ser preso. A denúncia, que também envolve uma garota de programa que estava com ele no veículo, acusa o magistrado de dificultar a defesa da vítima.

Em entrevista, Fernando Rodrigues Júnior, de 61 anos, negou que estivesse embriagado no momento do atropelamento e também refutou a alegação de ter mantido relações sexuais com a acompanhante antes do acidente.

Segundo ele, na noite anterior ao atropelamento, consumiu duas cervejas long neck e dois shots de tequila, alegando ter “apagado” após esse consumo. Questionado sobre o uso de medicamentos para depressão, Rodrigues Júnior afirmou que os havia ingerido durante o dia e não na boate, negando que eles tenham potencializado os efeitos do álcool.

O juiz aposentado relatou não se lembrar de como acordou ou de como chegou à caminhonete com a garota de programa, apenas que a levaria para casa. Disse também não se recordar de ter sido alertado sobre sua capacidade de dirigir.

Sobre o atropelamento, ele afirmou não ter visto a ciclista, dizendo que se a tivesse visto, teria freado ou desviado. A perícia não encontrou marcas de frenagem no local. Negou ainda que a garota de programa o tenha alertado sobre a presença da ciclista.

Quanto à acusação de tentar manter relações sexuais com a garota de programa dentro do carro em movimento, ele descreveu a alegação como “fantasiosa” e “ilógica”.

Questionado sobre o arrependimento, Rodrigues Júnior lamentou ter saído de casa naquele dia. Reconheceu a perda da vida de Thais Bonatti e expressou suas condolências à família.

Sobre seu consumo de álcool, o juiz afirmou que sempre bebeu socialmente e negou o uso de outras substâncias. Ele também abordou a recusa em fazer o teste do bafômetro, alegando que se reservava o direito de discutir a questão no processo e que não se recusou a outros exames, submetendo-se ao exame clínico. No entanto, contestou o resultado do exame clínico que apontou embriaguez, afirmando que o procedimento foi falho.

Fonte: g1.globo.com

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