Investigações da Polícia Federal não sustentam a existência de conexões entre facções criminosas brasileiras e grupos considerados terroristas por algumas nações. A afirmação foi feita pelo diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues, em sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Senado que investiga a atuação do crime organizado no Brasil.
Questionado pelo senador Hamilton Mourão sobre a suposta presença de organizações terroristas na região da Tríplice Fronteira, Rodrigues foi enfático ao declarar que, nas investigações concretas, não observa esse cenário. Segundo ele, alegações e citações isoladas não são suficientes para categorizar uma ligação entre terrorismo e crime organizado.
O diretor-geral da PF complementou que, em análises aprofundadas, a alegada cooperação entre facções brasileiras e grupos terroristas internacionais “não se confirma”, sendo, em muitos casos, utilizada como “fator de pressão geopolítica”.
Em maio, os Estados Unidos ofereceram U$$ 10 milhões por informações que levem à interrupção de mecanismos financeiros do Hezbollah na Tríplice Fronteira, alegando atuação da organização através de tráfico de drogas e outros crimes. Em agosto, o ministro do interior do Paraguai informou que o país abrigará um escritório do FBI para combater o Hezbollah na região. Apesar de não ser classificado como terrorista pela ONU, o Hezbollah é considerado terrorista por Washington e aliados.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br