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Rio Preto reduz em 41% o índice de focos de incêndios em vegetação

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A Prefeitura de Rio Preto, por meio da Defesa Civil, coordenadora do Comitê Gestor de Prevenção e Combate a Queimadas, apresentou na manhã desta quinta-feira, 27, no Instituto da Pesca, o balanço prévio das ocorrências de incêndios em vegetação de 2025, com dados do Corpo de Bombeiros.


O levantamento mostra uma redução expressiva de 41% nos atendimentos a incêndios e queimadas, em comparação com o mesmo período de 2024. A queda é atribuída ao fortalecimento das ações preventivas e operacionais do Comitê Municipal de Prevenção e Combate às Queimadas, reestruturado neste ano e composto por mais de 50 órgãos públicos, privados e entidades da sociedade civil.

Redução consistente 

Em 2025, foram registradas 3.204 ocorrências, contra 5.472 no ano anterior. A redução aparece em praticamente todas as frentes analisadas: vegetação natural (-43%), vegetação cultivada (-34%), terrenos baldios (-43%). Apenas a categoria “ponto de apoio” manteve estabilidade. Segundo a Defesa Civil, trata-se de um avanço positivo que demonstra a efetividade das medidas adotadas.

Atuação integrada 

O Comitê Municipal de Prevenção e Combate às Queimadas, coordenado pela Defesa Civil, passou a reunir mais de 50 instituições em 2025. Entre as ações realizadas estão: monitoramento diário por satélite e clima; planejamento conjunto de contingências; fiscalização ampliada em áreas urbanas e rurais; mutirões de limpeza preventiva; resposta rápida a focos ativos; campanhas contínuas de conscientização; reuniões técnicas durante a seca, comunicação em tempo real entre os membros do comitê para ação rápida, ações educativas e de comunicação para todos os públicos.


O diretor da Defesa Civil, coronel Ivair da Silva, ressalta que os resultados refletem a força da atuação coletiva. “A redução significativa dos incêndios em vegetação é fruto direto da integração entre os mais de 50 órgãos que compõem o Comitê. Implementamos um trabalho estruturado, com monitoramento constante, fiscalização e resposta rápida. Esse esforço preventivo evitou a propagação de focos e reduziu drasticamente as ocorrências. A mobilização é contínua até o fim da estiagem para proteger a população e o meio ambiente”, destaca. 

Avaliação técnica

Os resultados preliminares demonstram: maior controle de focos antes de atingir grandes áreas; diminuição de queimadas acidentais e intencionais; redução de impactos ambientais e de saúde pública; menor pressão sobre fauna, flora e áreas de preservação.
O balanço final consolidado será divulgado em até 90 dias, mas os indicadores atuais já posicionam 2025 como um dos melhores anos em desempenho preventivo dos últimos tempos.


📊 Quadro Comparativo — Incêndios em Vegetação (Corpo de Bombeiros)

São José do Rio Preto

Categoria    2024    2025    Variação
Vegetação Natural    3.746    2.147    -43%
Vegetação Cultivada    609    402    -34%
Terreno Baldio    1.066    604    -43%
Ponto de Apoio    51    51    0%
Total    5.472    3.204    -41%

Instituições integrantes do Comitê Gestor: 

Órgãos Municipais:
Coordenadoria Municipal de Proteção e Defesa Civil (Compdec); Secretarias Municipais de Saúde, Serviços Gerais, Meio Ambiente e Urbanismo, Comunicação Social, Trânsito e Transportes, Segurança Pública, Planejamento Estratégico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Administração, Agricultura e Abastecimento, além de Semae, Guarda Civil Municipal e Gabinete do Prefeito.


Órgãos Estaduais:


Coordenador Regional de Proteção e Defesa Civil Estadual (Repdec); Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP); 17º Batalhão da Polícia Militar do Interior (17º BPM/I); 9º Batalhão de Ações Especiais (9º BAEP); 13º Grupamento de Bombeiros – 1º Subgrupamento de Bombeiros de São José do Rio Preto (13º GB/1º SGB); Base de Aviação da Polícia Militar de São José do Rio Preto (BavPM);4ºBPAmb –1ª Companhia de Policiamento Ambiental (4ºBPAmb/1ªCia); 3º Batalhão de Polícia Rodoviária – 3º BPRv/2ª Cia);Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutua e Logística (Semil); Ibilce/Universidade Estadual Paulista (Unesp); Instituto da Pesca – Pesquisa e Inovação em Aquicultura e Pesca; Floresta Estadual do Noroeste Paulista (Fenp); Estação Ecológica do Noroeste Paulista (Eenp);Estação Experimental de São José do Rio Preto (EEXSRRP); Instituto de Zootecnia;Departamento de Estradas de Rodagem do Estado de São Paulo (DER-SP);Companhia Ambiental de Abastecimento do Estado de São Paulo (Cetesb); Conselhos Comunitários de Segurança (Conseg).


Órgãos Federais:
Polícia Rodoviária Federal (PRF); Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama); 
Apoio e sociedade civil: 
Agência de Águas do Estado de São Paulo – (SP Águas);Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL);Cooperativa de Eletrificação e Desenvolvimento – (CERRP);Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista – (CTEEP);Santa Casa de Misericórdia de São José do Rio Preto; Concessionárias: Rumo Logística (ferrovia);Econoroeste e Triunfo Transbrasiliana (rodovias); Usina Cofco International; Tereos Açúcar e Energia Brasil – Unidade Cruz Alta; empresas privadas e sociedade Civil (Associações de moradores, ONGs e similares).

Principais Medidas Executadas pelo Comitê

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Durante apresentação de resultados, certificados foram entregues pela Defesa Civil a brigadistas voluntários

Monitoramento e Resposta
•    Intensificação do monitoramento por satélite e integração com dados do INPE e Defesa Civil Estadual.
•    Equipes de prontidão para resposta rápida a focos ativos.
•    Abertura de canais diretos de acionamento.
Prevenção Territorial
•    Fiscalização ampliada em áreas de maior risco, incluindo fundos de vale, terrenos baldios e faixas lindeiras a rodovias.
•    Notificações e autuações aplicadas conforme legislação ambiental municipal e estadual.
Gestão de Terrenos
•    Mutirões de roçada e limpeza, especialmente em áreas públicas sensíveis.
•    Ação conjunta com proprietários rurais e urbanos para manutenção preventiva.
Educação e Comunicação
•    Campanhas permanentes sobre riscos das queimadas, proibidas durante todo o período de estiagem.
•    Mobilização comunitária, com foco em escolas, associações de bairro e propriedades rurais.
Integração Institucional
•    Reuniões técnicas semanais durante o pico da seca.
•    Compartilhamento de dados e relatórios operacionais em tempo real entre os órgãos participantes.
•    Planejamento conjunto de contingência e distribuição de recursos humanos e logísticos.

Fonte: Prefeitura de Rio Preto

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