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Férias com informação: não faça tranças se for à praia

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ambulantes de outros países vão ao litoral oferecendo tranças que são feitas com pomadas capilares sem regulamentação da Anvisa

Depois de longos 11 meses desafiadores, tirar férias no litoral paulista é mais que merecido. No entanto, vale ressaltar que, a partir do momento que você vai viajar para lugares diferentes, é melhor resistir à tentação de sair pela praia aceitando todas as propostas que aparecem, como trançar os cabelos.

Para duas moradoras de Rio Preto, o início de 2026 foi marcado por um episódio preocupante. Mãe e filha sofreram queimaduras na córnea após fazerem tranças com uma ambulante senegalesa na praia de Pitangueiras, no Guarujá, durante a virada do ano.

Lilian Borges Duarte, promotora de vendas de 36 anos, e Rosana de Lima, cozinheira de 53, relataram que uma pomada capilar utilizada no procedimento escorreu para os olhos, provocando lesões graves. O produto, segundo elas, causou queimaduras químicas nas córneas, exigindo atendimento médico imediato.

Rosana, que é diabética, teve o caso mais grave. No Hospital Santo Amaro, foi diagnosticada com “queimadura química ocular bilateral” e informada que 95% da visão do olho esquerdo estava comprometida. A paciente recebeu prescrição de quatro colírios e medicação complementar. “A gente sai para curtir as férias e de repente somos surpreendidos com coisas assim. Para nós, que somos do interior, nunca ouvimos falar disso. Foi muito assustador”, contou Lilian.

Falta de fiscalização preocupa especialistas

O oftalmologista Valmir Mariano Filho, do Hospital Santo Amaro, afirmou que durante o verão são registrados de dois a três casos diários de lesões oculares causadas por pomadas fixadoras. Segundo ele, não há fiscalização sobre o uso desses produtos por ambulantes. “Essas pomadas são mais baratas, mas contêm substâncias com cola que, ao escorrer para os olhos, queimam a córnea. O ideal é evitar esse tipo de trança”, alertou.

Riscos para pacientes com doenças crônicas

De volta a Rio Preto, Rosana foi acompanhada pelo oftalmologista Rafael Delsin, que solicitou exame de microscopia especular. “A recuperação está evoluindo bem, mas essas pomadas representam risco elevado, especialmente para pessoas com doenças oculares e diabetes, devido à menor sensibilidade nervosa, maior chance de infecções e dificuldade de cicatrização”, explicou.

Anvisa reforça papel dos municípios

Em nota, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) esclareceu que o Sistema Nacional de Vigilância Sanitária é descentralizado, cabendo aos órgãos municipais a fiscalização do comércio de cosméticos e dos serviços sujeitos à regulação sanitária.

A agência também informou que é possível consultar os produtos aprovados por meio do site oficial: www.gov.br/anvisa.

Por Daniela Manzani

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