A chegada do outono traz temperaturas mais amenas e clima seco, mas também marca um período de maior incidência de doenças respiratórias. Mudanças bruscas de temperatura, queda na umidade do ar e maior permanência em ambientes fechados favorecem a circulação de vírus e bactérias, aumentando os casos de gripe, resfriado, rinite alérgica e sinusite.
O otorrinolaringologista Rael Lucas Matimoto, da Clínica Otorrino Rio Preto, explica que as alterações típicas da estação afetam diretamente as vias respiratórias. “Durante o outono, a redução da umidade do ar e as variações de temperatura podem ressecar as mucosas do nariz e da garganta, que funcionam como uma barreira natural de proteção do organismo. Quando essas mucosas ficam mais secas e irritadas, tornam-se mais vulneráveis à entrada de vírus e bactérias”, explica.

Entre os problemas mais comuns nesta época estão gripe, resfriado, rinite alérgica, sinusite, otite, bronquite e até pneumonia, principalmente em pessoas com imunidade mais baixa ou doenças respiratórias pré-existentes.
Crianças e idosos são mais vulneráveis
Segundo o otorrinolaringologista Adriano Reis, crianças e idosos costumam sofrer mais com os efeitos das mudanças climáticas típicas do outono. No caso das crianças, o sistema imunológico ainda está em desenvolvimento, o que facilita infecções virais e bacterianas. Já os idosos podem apresentar redução natural da imunidade e maior presença de doenças crônicas, que aumentam o risco de complicações.
“Além disso, nesses grupos os sintomas podem evoluir de forma mais rápida. Por isso, qualquer sinal persistente de febre, dificuldade para respirar ou secreção nasal intensa deve ser avaliado por um médico”, alerta o especialista.
Atenção aos sintomas
Embora muitas vezes os sintomas se confundam, algumas características ajudam a diferenciar os quadros mais comuns. O resfriado costuma surgir de forma gradual, com espirros, coriza e congestão nasal leve. Já a gripe aparece de forma mais abrupta, com febre alta, dor no corpo, dor de cabeça e cansaço intenso.
A rinite alérgica geralmente provoca espirros frequentes, coceira no nariz e coriza clara, sem febre. Já a sinusite pode causar dor ou pressão na face, secreção nasal espessa e congestão nasal persistente. “Quando sintomas respiratórios duram mais de uma semana, pioram após uma melhora inicial ou vêm acompanhados de febre alta e dor intensa na face, é importante procurar atendimento médico para evitar complicações”, orienta o médico Maury de Oliveira Faria Jr.
Prevenção no dia a dia
Alguns hábitos simples podem ajudar a reduzir o risco de infecções respiratórias durante o outono. Entre eles estão manter boa hidratação, higienizar as mãos com frequência, evitar ambientes fechados e pouco ventilados e realizar a lavagem nasal com solução salina para manter as mucosas hidratadas. “A lavagem nasal é uma medida simples que ajuda a remover partículas de poeira, poluentes e microrganismos das cavidades nasais, além de manter a mucosa hidratada e mais protegida”, explica o médico Rubens Huber.
Outra recomendação importante é manter a vacinação contra a gripe em dia, especialmente para os grupos prioritários, como crianças, idosos, gestantes e pessoas com doenças crônicas. “Com alguns cuidados simples no dia a dia, é possível reduzir bastante o risco de infecções respiratórias típicas desta época do ano”, reforça Huber.
Fonte: Assessoria de Imprensa
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