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Famerp de Rio Preto comemora 58 anos de sua primeira aula inaugural

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Aos 58 anos de sua aula inaugural, celebrados nesta quarta-feira, 15 de abril, a Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp) entra em um novo momento: depois de consolidar sua presença no SUS e na formação médica, a instituição inicia um novo ciclo, com foco na ampliação da inserção internacional.

Criada em 1968 para interiorizar o ensino médico em São Paulo, a Famerp se tornou, ao longo das décadas, uma engrenagem central na formação de profissionais da saúde. Hoje, o movimento é outro: fazer com que o conhecimento produzido em Rio Preto circule em redes internacionais sem perder o vínculo com a realidade que o originou.

Esse deslocamento parte de uma base consolidada. Instituição pública estadual vinculada à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação, a Famerp reúne indicadores que explicam sua atração nacional.

No Vestibular 2026, foram 14.591 inscritos. Medicina concentrou 13.584 candidatos para 80 vagas (169,8 por vaga), enquanto Psicologia teve 714 inscritos para 20 vagas (35,7 por vaga) e Enfermagem, 293 para 60 vagas (4,8 por vaga).

Na residência médica, o alcance se amplia: em 2026, foram 4.680 candidatos para 304 vagas, com participantes de todos os estados e de 14 países.

“A Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto não é apenas uma instituição de relevância local ou estadual; é reconhecida em todo o Brasil, tanto pelos estudantes que buscam ingressar a cada ano quanto pelos órgãos de saúde e educação, que atestam a excelência do ensino oferecido e a qualidade dos profissionais por ela formados”, afirma o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, Vahan Agopyan.

A formação começou com Medicina, em 1968, foi ampliada com Enfermagem em 1991 e, mais recentemente, com Psicologia em 2016. Até 2025, foram 53 turmas de Medicina, 32 de Enfermagem e 5 de Psicologia, com mais de 5 mil médicos formados, trajetória que ajudou a consolidar Rio Preto como um dos principais polos de saúde do país.

Parte desse resultado se explica pela estrutura assistencial. Integrada ao complexo hospitalar da Funfarme, referência do SUS para 1,7 milhão de pessoas na região da DRS-15, a Famerp forma profissionais em contato direto com a rede pública. É nesse ambiente que ensino e prática se cruzam diariamente e onde também se estruturam alguns dos principais programas de residência médica e multiprofissional do país.

A produção científica acompanha esse movimento. A instituição participou de estudos clínicos de grande escala, como pesquisas sobre dengue que contribuíram para o desenvolvimento de vacina em parceria com o Instituto Butantan, além de integrar estudos sobre chikungunya.

Nos indicadores acadêmicos, os resultados sustentam essa trajetória. O curso de Medicina obteve nota máxima no Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), enquanto a pós-graduação mantém nota 5 em Ciências da Saúde e nota 4 em Enfermagem e Psicologia e Saúde, com expansão prevista para doutorado.

Para o diretor-geral da Famerp e presidente dos Conselhos Funfarme, Prof. Dr. Helencar Ignácio, é essa combinação que permite à instituição avançar. “A internacionalização amplia o alcance do que produzimos, sem nos afastar da nossa base. O que se leva ao exterior é um conhecimento construído dentro do SUS, em escala e com impacto direto na população”, diz.

Fonte: Assessoria de Imprensa

Fotos: Johnny Torres/Famerp/Divulgação

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