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Movimento escoteiro reúne mais de 4 mil em grande evento tradicional no Rio

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© Rovena Rosa/Agência Brasil

O Aterro do Flamengo, um dos cartões-postais mais emblemáticos do Rio de Janeiro, pulsou neste domingo (26) com a energia de mais de 4,3 mil crianças, adolescentes, jovens e adultos. Eles eram parte da União dos Escoteiros do Brasil Regional Rio de Janeiro (UEB-RJ), reunidos para o Grande Jogo Regional 2026, o maior evento do calendário fluminense do movimento escoteiro. A iniciativa marcou as celebrações da Semana Escoteira e do Dia Mundial do Escotismo, comemorado no último dia 23, reforçando a vitalidade e a relevância de uma organização centenária que continua a moldar gerações.

Um Encontro de Tradição e Aprendizado no Coração da Cidade

Realizado no Aterro do Flamengo desde a década de 1980, o Grande Jogo Regional é mais do que um simples encontro; é uma jornada de aprendizado e integração. Edinilson Régis, diretor-presidente da Regional RJ da UEB, destacou em entrevista à Agência Brasil a amplitude do evento: “Reunimos os escoteiros de todo o estado, de várias unidades escoteiras e de todas as faixas etárias, começando a partir de 5 anos até 22 anos de idade, que seguem o método educativo escoteiro, baseado no trabalho em equipe, na cooperação e no protagonismo juvenil”. O local, conhecido por ser um vasto espaço de lazer e cultura, transformou-se em um grande campo de atividades que, desde as 9h, desafiaram e divertiram os participantes.

Durante o dia, os participantes percorreram estações com dinâmicas educativas, demonstrando conhecimentos e adquirindo novas habilidades. As atividades envolveram desde a estimulação da criatividade até a abordagem de temas complexos, como noções de primeiros socorros. A programação intensa, que se estendeu até as 15h, culminou com a concentração dos grupos para a divulgação dos resultados, simbolizando a conclusão de um ciclo de desafios e superações. Este evento anual não apenas celebra a comunidade escoteira, mas também a projeta para o futuro, consolidando os princípios que a regem.

O Impacto Transformador: Vozes de Quem Vive o Escotismo

O escotismo é frequentemente descrito por seus membros como uma segunda casa. Ellisiane Pereira, administradora de 47 anos, mãe de Carlos Henrique, escoteiro há três anos no Grupo Escoteiro Copacabana, compartilha a percepção de uma mudança notável em seu filho. “Ele se sentiu acolhido, a família toda foi acolhida. A evolução dele como ser humano é gritante. Todo mundo vê a habilidade que ele desenvolveu. Todas as competências que eu acho que um cidadão funcional deve ter ele está adquirindo aqui no grupo. Somos todos uma grande família”, relata Ellisiane, evidenciando o poder do movimento em desenvolver habilidades sociais e de vida.

A percepção de formação de melhores cidadãos é ecoada por Gabriel Handl, 33 anos, também do Grupo Escoteiro Copacabana, que atua como educador no Movimento Escoteiro há uma década. “As atividades que a gente faz no escotismo são muito mais do que vida ao ar livre e acampamentos. São para formar pessoas boas para o mundo”, afirma Handl, sublinhando a profundidade do método educacional. Bernardo Tavares de Sá, escoteiro há sete anos e membro do Grupo Escoteiro Marechal Castelo Branco, de 17 anos, corrobora: “Eu pude crescer, aprendi o senso de liderança e pude evoluir como pessoa. Uma das coisas que mais contribuíram na minha vida, sem dúvida, foi o movimento escoteiro”, disse o jovem, refletindo o senso de pertencimento e desenvolvimento pessoal que o escotismo proporciona.

Educação Não Formal: A Força do "Aprender Fazendo"

Edinilson Régis explica que o escotismo se posiciona como uma área de educação não formal, complementar à escola e à família. Seu método educativo, centrado no princípio do “aprender fazendo”, permite que crianças e jovens assumam o papel de protagonistas em seu próprio desenvolvimento, tornando-se agentes de transformação em suas comunidades. “E nós trabalhamos vários princípios. O meio ambiente, com certeza, é um deles. Desde os primórdios do escotismo, nós já falávamos de conservação”, pontua Régis, destacando a preocupação histórica com a sustentabilidade.

As atividades são cuidadosamente planejadas conforme as faixas etárias. Nos ramos lobinho e filhote, destinados aos menores, a abordagem é lúdica, com histórias e personagens que guiam o aprendizado. À medida que crescem, os jovens entram no ramo escoteiro, onde as experiências se tornam mais desafiadoras, incluindo acampamentos e atividades de campo que exigem maior autonomia. “As crianças vão tendo essas oportunidades de fazer a sua comida, de organizar o seu material, criando cada vez maior independência para a vida. Aprendem o respeito ao próximo, que é um dos pontos básicos da nossa instituição”, detalha o diretor-presidente, ressaltando o desenvolvimento da autossuficiência e da empatia.

Os escoteiros trabalham a cidadania e o desenvolvimento físico, incentivando o autoconhecimento e o estabelecimento de metas de vida. A promessa escoteira, um pilar fundamental, engloba o compromisso com os deveres para com Deus (em todas as suas manifestações religiosas), a pátria, a ajuda ao próximo em qualquer ocasião e a obediência à Lei Escoteira. Esta lei se desdobra em dez artigos que definem valores universais como lealdade, altruísmo, pureza, bondade para com animais e plantas, e amizade, forjando indivíduos com um forte senso ético e moral, prontos para contribuir positivamente com a sociedade.

O Grande Jogo Regional 2026, portanto, não foi apenas um evento de grande porte, mas uma demonstração vívida de como o movimento escoteiro, com sua rica história e metodologia adaptável, continua sendo um pilar essencial na formação de jovens líderes e cidadãos conscientes no Rio de Janeiro e em todo o Brasil. Para acompanhar mais notícias sobre iniciativas que promovem o desenvolvimento social, cultural e educacional, continue navegando no RP News, o seu portal de informação relevante, atual e contextualizada, que se compromete com a entrega de um jornalismo de qualidade e aprofundado.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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