Com a chegada do inverno, é esperado um aumento significativo dos casos de doenças respiratórias devido à sazonalidade típica desse período.
As temperaturas mais baixas, o clima mais seco e a maior permanência das pessoas em ambientes fechados favorecem a circulação de vírus respiratórios, como influenza, rinovírus e outros agentes causadores de síndromes gripais.
Entre os adultos, as doenças respiratórias podem representar de 15% a 30% dos atendimentos nas unidades de saúde e emergência. Já entre as crianças, esse percentual pode passar de 50%. Só em abril, a Secretaria de Saúde de Rio Preto confirmou a morte de três pessoas por Influenza.
A pasta atua de forma integrada para evitar a sobrecarga nas unidades de urgência e emergência, fortalecendo a Atenção Primária para garantir continuidade do cuidado, ampliando o acesso por meio de consultas diárias via Telemedicina e organizando o atendimento com classificação de risco para priorizar os casos mais graves.
De acordo com Andréia Negri Reis, coordenadora de Vigilância em Saúde, “o município vem fazendo um reforço das equipes médicas e de enfermagem nas UPAs nos horários de maior demanda, gestão estratégica de leitos por meio da regulação, capacitação constante das equipes e revisão permanente dos processos e protocolos, assegurando mais eficiência, qualidade e resolutividade no atendimento à população”, explica.

Atualmente, a campanha de vacinação contra a gripe está direcionada aos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, que incluem pessoas com maior risco de desenvolver complicações, hospitalizações e óbitos em decorrência da influenza.
Entre esses grupos estão idosos, crianças, gestantes, puérperas, pessoas com comorbidades, profissionais de saúde, entre outros públicos prioritários.
A campanha está baixo da meta preconizado pelo Ministério da Saúde, que de 95%. Para atingir esse público, profissionais da saúde estarão aplicando a dose nas Feiras Livres, no Terminal Urbano, e em locais de grande circulação de pessoas.

“A estratégia nacional prevê, inicialmente, proteger essas populações mais vulneráveis. Tradicionalmente, após o encerramento da campanha — neste ano previsto para 30 de maio — o Ministério da Saúde pode avaliar a ampliação da vacinação para outros grupos, conforme disponibilidade de doses”, conclui Andréia.
Por: Harley Pacola
Foto: Arquivo Pessoal/Divulgação