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Internado há 5 meses na UTI, paciente com doença que paralisa o corpo realiza desejo de voltar a ver o sol e tomar sorvete

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Um lavrador de 53 anos, internado há cerca de cinco meses na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) na Santa Casa de Araçatuba (SP) após ser diagnosticado com uma síndrome rara, realizou simples desejos pela primeira vez desde ser hospitalizado: voltar a ver o céu, o sol e tomar um sorvete. 

O paciente foi diagnosticado com uma forma grave e severa da Síndrome de Guillain-Barré, uma doença neurológica geralmente de origem autoimune. Nela, o sistema imunológico passa a atacar os nervos periféricos, comprometendo a comunicação entre o sistema nervoso e os músculos, provocando paralisação do corpo.

A doença causou fraqueza progressiva, perda dos movimentos, alterações nas sensibilidades e comprometimento da respiração, o que leva à ventilação por aparelhos. 

A recuperação costuma ser lenta e requer acompanhamento contínuo, fisioterapia intensiva e uma extensa reabilitação. Por isso, o lavrador, que não vai ser identificado pela reportagem, depende de cuidados intensivos na Santa Casa.

Os médicos responsáveis pelo acompanhamento do paciente, o infectologista Fábio Bombarda e a neurologista Danyelle Amélia Grecco explicaram ao g1 que os desejos de ver o sol, o céu e as árvores surgiram durante conversas com a equipe multidisciplinar.

Ao ouvir o pedido, médicos, enfermeiros, fisioterapeutas e outros profissionais iniciaram um planejamento cuidadoso para avaliar a possibilidade de retirá-lo do setor de forma segura. 

Por causa da complexidade do quadro clínico, a saída precisou ser organizada nos mínimos detalhes: o paciente depende de suporte ventilatório e monitoramento constante, o que exigiu uma estrutura especial para o transporte. 

“Nenhuma ação desse tipo pode ser improvisada. A humanização precisa caminhar junto com a segurança assistencial. Não se trata de substituir o tratamento médico, mas de complementar o cuidado com medidas de humanização que dão sentido à recuperação”, afirma o médico.

Fonte:G1 Rio Preto

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