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Evento no HB de Rio Preto reúne 250 profissionais de saúde pra discutir diálise, transplante de rim e captação de órgãos

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Cerca de 250 profissionais de diálise, transplante de rim e captação de órgãos de 25 hospitais do Estado de São Paulo reuniram-se, neste último sábado, em encontros realizados pelo Hospital de Base (HB) de Rio Preto.

No encontro, uma ótima notícia: o complexo Funfarme realizou 126 transplantes de rim no ano passado, o que significa 60 procedimentos por milhão de habitantes, resultado maior do que o obtido por todos os Estados brasileiros. “São 126 pessoas às quais devolvemos uma vida saudável graças ao altruísmo dos doadores e à dedicação e profissionalismo de nossas equipes”, afirmou o nefrologista Horácio José Ramalho, nefrologista e diretor executivo da Funfarme.

Desde sua entrada em operação, em 1992, o Serviço de Transplante de Rim do HB já realizou 2.227 procedimentos.

Este e outros resultados importantes obtidos pelo Hospital de Base decorrem justamente de eventos como este, dentre outros muitos fatores contribuitivos, destaca o nefrologista Mário Abbud Filho, diretor do Centro de Transplantes de Orgãos e Tecidos do HB (Cintrans). “Estes encontros, que chegam à sua 12ª edição, permitiram integrar as equipes dos centros de diálise, transplante e captação, desta forma, entre muitos benefícios esta integração facilitou a entrada na fila de espera de quem precisa de transplante e, em última análise, culminando no aumento de procedimentos”, disse Dr. Mário Abbud Filho.

A relevância destes números ganhou dimensão ainda maior nos depoimentos emocionantes de três pacientes que, com suas histórias, demonstraram o quanto há vida depois do transplante de rim.

Há 40 anos, a professora aposentada Lucineia Maria Borin foi salva ao receber o rim de um doador falecido de 18 anos. Um ano depois, em 1987, Douglas Aparecido Braga, então apenas com três anos de idade, recebeu o rim da mãe. Já o empresário Rodrigo Mansano Malpelli vive há 29 anos com o rim de sua irmã.

Os três compartilharam o palco do Centro de Convenções com Dr. Horácio para contar suas histórias, levando às lágrimas seus familiares e muitos dos 250 profissionais presentes ao XII Encontro Regional das Unidades de Diálise e XII Encontro das Equipes Hospitalares de Doações Para Transplantes.

Os eventos reservaram também outro momento de muita emoção quando as diretorias da Funfarme, do Hospital de Base e da Famerp homenagearam o nefrologista João Batista Barberato, médico que integrou a equipe que realizou o primeiro transplante renal em Rio Preto, em 1977 e com atuação fundamental na estruturação e coordenação da primeira unidade de hemodiálise na cidade. Ele recebeu uma placa de prata de seus dois colegas e amigos de mais de 40 anos, Dr. Horácio Dr. Mário Abbud Filho.

Estes Encontros realizados pelo Hospital de Base ganharam já há muitos anos relevância nacional. O prestígio é refletido na presença de lideranças da área do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo.

Patrícia Gonçalves dos Santos, coordenadora geral do Sistema Nacional de Transplantes, e Michelle Cristina Silva, diretora técnica de Saúde II da Central de Transplante Regional apresentaram o cenário e os desafios de setor no país e no Estado. “O Ministério da Saúde faz questão de participar deste evento por reconhecer a sua importância para melhorar ainda mais os serviços prestados pelos hospitais e o protagonismo do complexo hospitalar da Funfarme nesta área da saúde”, afirmou Patrícia.

Dra. Ida Maria Charpiot, chefe da Disciplina de nefrologia e Transplante do HB, ressaltou que estes eventos contribuem para avanços nos resultados das equipes hospitalares. “Nos últimos quatros, por exemplo, houve aumento de 70% nas inscrições na lista de candidatos a transplante, no Hospital de Base. É apenas um entre muitos dados que refletem o bom trabalho que nossos profissionais desenvolvem”, declarou a nefrologista.

Ao longo da manhã de sábado os eventos proporcionaram a integração das equipes dos 25 hospitais, que apresentaram suas realidades, processos e resultados a fim de compartilhar ideias e soluções para melhorar ainda mais o atendimento e serviços para que os pacientes vençam os desafios das doenças renais crônicas e conquistem uma sobrevida longa, ativa e com qualidade.

O evento contou também com a participação de profissionais das Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) de instituições de saúde do noroeste paulista e de outras regiões do Estado, como Campinas, Botucatu, Marília, Sorocaba, Ribeirão Preto e São Paulo.

A OPO do HB destaca-se no Brasil. As regiões noroeste e oeste paulista, sob a coordenação da OPO do HB, registram 94 notificações de doadores por milhão de habitantes este ano, entre as maiores do país e acima, por exemplo, da Grande São Paulo (89 por milhão).

Segundo o nefrologista João Fernando Pícollo Oliveira, coordenador da OPO do HB, a integração entre as equipes de captação e transplantadoras é fundamental, pois é do trabalho conjunto que beneficia milhares de pessoas todos os anos. “Através da doação de órgãos, podemos salvar e transformar vidas, tirar pessoas que estão na fila de espera por um órgão”, afirmou o médico.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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