Muito antes de os uniformes chegarem às frentes de batalha da Revolução Constitucionalista de 1932, eles passavam pelas mãos de um grupo de mulheres de São José do Rio Preto (SP). Reunidas em um clube da cidade, elas costuravam as fardas que seriam usadas pelos combatentes.
Enquanto os paulistas seguiam para as frentes de batalha, elas transformavam tecidos em fardas, que, mais de nove décadas depois, continuam preservadas em um museu instalado na sede do Comando de Policiamento do Interior Cinco (CPI-5) em Rio Preto.

Quem passa pela sede do CPI-5 talvez não imagine que, atrás dos portões do quartel, está preservada uma parte importante da história de São Paulo. Criado em maio de 2013, o museu em Rio Preto preserva um acervo de mais de 400 peças históricas e homenageia os militares e voluntários que participaram direta ou indiretamente do conflito.
Entre os principais destaques estão armamentos, munições, granadas, uniformes, capacetes, equipamentos militares, fotografias, jornais, revistas, cartazes e documentos originais da época.

Ao g1, a tenente da Polícia Militar Luciana Veríssimo dos Santos, de 38 anos, contou que grande parte das peças pertenceu aos próprios combatentes da Revolução Constitucionalista e foi doada por ex-integrantes do movimento ou por descendentes.
“Mais do que preservar objetos históricos, o museu busca transmitir valores como civismo, patriotismo, respeito às instituições democráticas e à Constituição. Conhecer a história da Revolução Constitucionalista permite valorizar o legado daqueles que contribuíram para esse momento marcante da história paulista”, comenta a tenente.
Fonte: G1 Rio Preto