Entre 16 e 25 de julho, São José do Rio Preto se converte em um espaço expandido de circulação artística durante seu Festival Internacional de Teatro (FIT Rio Preto).
Na edição de 2026, sotaques, corpos e estéticas de oito estados brasileiros se atravessam para compor um retrato vivo da cena contemporânea das artes cênicas. Do Norte ao Sul, o festival reúne obras que tensionam memória, identidade e formas de pertencimento.

A programação completa e o cronograma de retirada de ingressos estão disponíveis em fitriopreto.com.br.
Norte
Do Amazonas, a programação do FIT Rio Preto 2026 reúne obras que dialogam com corpo, território e cultura popular a partir de referências amazônicas. Em “Aboio – O Auto do Boi Cansado”, o Boi interrompe seu ciclo de festas e ritos, transformando a celebração em uma reflexão sobre repetição, trabalho e permanência na cultura popular. Já “TA | Sobre Ser Grande” parte da cosmologia do povo Tikuna para pensar língua, território e pertencimento como dimensões inseparáveis.
Nordeste
Do Nordeste, o festival reúne obras que atravessam ancestralidade, imaginário popular e fabulação contemporânea. Da Bahia, “Akoko Lati Wa Ni – Tempo de Ser”, da Cia. Única de Teatro, dialoga com o candomblé para refletir sobre juventude negra, tempo e permanência da vida diante da violência estrutural. Do Ceará, “Bicho Alumbroso nas Entranhas do Encanto”, da Trupe Motim de Teatro, ressignifica o folclore nordestino, enquanto “Alie e as Estrelas”, do Teatro Máquina, propõe uma fábula sobre imaginação e encontro.
Centro-Oeste
No Centro-Oeste, memória, política e imaginação conduzem as narrativas. De Goiás, “Republikkk ou Encruzilhada Não É Beco”, do REC Instituto, revisita o Brasil pós-pandemia a partir de referências históricas e culturais. Do Distrito Federal, “À Beira do Sol”, do Os Buriti Teatro de Dança, acompanha a jornada de um personagem encarregado de impedir que o Sol desapareça para sempre, em uma reflexão sobre tempo e esperança.
Sudeste
Além das dez companhias de São José do Rio Preto presentes na programação, o Sudeste chega ao festival com produções de São Paulo e Minas Gerais que investigam memória, ancestralidade, desigualdade, meio ambiente e diferentes formas de ocupar a cidade.
Em São Paulo, esses temas aparecem em “Para Mariela”, do Grupo Sobrevento, inspirado em histórias de crianças imigrantes bolivianas; “Estou Bem Aqui e Lembrei de Você”, do Em Bando Coletivo, que transforma a cidade em uma experiência sensorial; “Pai contra Mãe ou Você está me Ouvindo?”, do Coletivo Negro; “Cena Ouro – Epide(r)mia”, do Teatro de Contêiner Mungunzá; “Corpo-Árvore”, do COLETIVO (se)cura humana; e “{FÉ}STA”, do Coletivo Prot{agô}nistas, espetáculo de abertura que celebra a ancestralidade negra por meio do circo, da música e da dança.

Já Minas Gerais marca presença com “(Um) Ensaio sobre a Cegueira”, do Grupo Galpão, inspirado na obra de José Saramago; “Os Orixás”, do Giramundo Teatro de Bonecos, que revisita a mitologia africana; “Onã”, que percorre histórias da tradição oral brasileira; e “Proncovô”, espetáculo musical que homenageia o artista mambembe e a ocupação dos espaços públicos.
Sul
A Região Sul reúne diferentes linguagens e formas de narrar. Do Paraná, “Ilíada em Libras – Canto I” propõe uma releitura do clássico de Homero em Língua Brasileira de Sinais. De Santa Catarina, “A Maravilhosa Princesa das Bolinhas” convida o público a uma experiência sensorial inspirada no universo de Yayoi Kusama. Já o Rio Grande do Sul é representado por “Instinto”, do Coletivo Gompa, espetáculo que mistura teatro, dança, música e artes visuais para refletir sobre poder, liderança e as fronteiras entre humanidade e animalidade.
Sobre o FIT
O Festival Internacional de Teatro (FIT) de São José do Rio Preto é um dos mais tradicionais e relevantes eventos de artes cênicas do Brasil. Realizado pela Prefeitura de São José do Rio Preto em parceria com o Sesc São Paulo, o evento reúne, entre os dias 16 e 25 de julho de 2026, artistas e companhias nacionais e internacionais em uma programação gratuita que contempla espetáculos, atividades formativas e ações de intercâmbio cultural.
Com 57 anos de história e 24 edições internacionais, o FIT consolidou-se como política pública estruturante para a cultura, promovendo o acesso democrático às artes, a formação de públicos e o fortalecimento da produção artística contemporânea
Fonte: Assessoria de Imprensa