perícia psiquiátrica concluiu que o ex-policial militar Eduardo José de Andrade, acusado de matar um homem, de 32 anos a tiros, em Cedral (SP), tem capacidade de entender o caráter criminoso dos atos e, por isso, descartou a hipótese de insanidade mental.
Eduardo é acusado de matar Tiago de Paula a tiros, em Cedral, em novembro de 2022. Na ocasião do crime, o acusado estava de folga da Polícia Militar, mas usou uma arma da corporação para assassinar Tiago, que estava sentado na calçada em frente de casa, com pelo menos sete tiros.

Em fevereiro de 2025, João Gonçalves Filho, de 39 anos, foi morto em Cedral com um tiro na cabeça. O mandante do crime foi o ex-policial militar, motivado por uma dívida de drogas e que, neste caso, foi condenado a 29 anos de prisão em regime fechado. Entenda sobre os crimes abaixo
O laudo do Instituto de Medicina Social e de Criminologia de São Paulo (Imesc) foi emitido no dia 23 de junho e obtido pela TV TEM na manhã desta terça-feira (14). O g1 tenta contato com o advogado de defesa de Eduardo.
De acordo com o documento, não foram identificados elementos técnicos que indiquem que o acusado apresentava doença mental ou desenvolvimento mental capaz de abolir ou reduzir a responsabilidade penal.
Os peritos concluíram, do ponto de vista psiquiátrico, que Eduardo é imputável em relação ao crime de homicídio. Durante a avaliação, os especialistas consideraram o histórico médico, a entrevista com o acusado e documentos anexados ao processo.
🔍 Imputável é uma pessoa com capacidade mental que compreende a ilegalidade e o erro dos atos e age de acordo com esse entendimento. Neste caso, é capaz de responder criminalmente por seus atos diante da lei.
Embora o laudo reconheça que ele apresentava sintomas de ansiedade, insônia e histórico de uso de drogas, como a cocaína, a perícia afirma que esses fatores não comprometeram a capacidade de compreender o crime.
Os peritos também destacaram que a dinâmica dos fatos descrita no processo demonstra uma conduta organizada e direcionada a um objetivo específico, sem indícios de desorganização psicótica, delírios ou alucinações.
Em resposta aos questionamentos do Ministério Público, o Imesc ainda afirmou que a aprovação do acusado nos exames psicotécnicos para ingresso na Polícia Militar afasta a hipótese de desenvolvimento mental incompleto ou retardado.
Apesar de recomendar acompanhamento psiquiátrico e psicológico para tratamento de ansiedade, insônia e uso de substâncias psicoativas, os peritos concluíram que não há indicação de internação psiquiátrica, apenas de tratamento ambulatorial.
Durante a audiência, o acusado também fez graves ameaças de morte aos jurados responsáveis pela condenação anterior, em fevereiro de 2025, quando recebeu a pena de 29 anos de prisão pelo assassinato de João
Em seguida, Eduardo afirmou que cortaria as cabeças de três homens e quatro mulheres que estavam na sessão de quinta-Diante da intimidação, a juíza interrompeu a sessão ao questionar os jurados do atual júri se tinham condições de permanecer ou se sentiam ameaçados. O primeiro jurado logo respondeu que não se sentia apto a continuar. Com isso, o julgamento foi anulado.
Não há data para o novo júri. Ele responde ao processo preso, no Centro de Detenção Provisória (CDP) Guarulhos II.
Fonte: G1 Rio Preto