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Rio Preto reduz déficit da balança comercial em junho, mas exportações perdem força

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Rio Preto reduziu o déficit da balança comercial em junho, mas não porque vendeu mais ao exterior. O resultado foi consequência da queda das importações, que recuaram mais do que as exportações, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

As empresas do município exportaram US$ 6,98 milhões e importaram US$ 14,85 milhões no mês, encerrando junho com saldo negativo de US$ 7,87 milhões. No mesmo período de 2025, o déficit havia sido de US$ 10,36 milhões, com exportações de US$ 18,95 milhões e importações de US$ 29,31 milhões.

Na comparação com junho do ano passado, as exportações caíram cerca de 63%, enquanto as importações recuaram aproximadamente 49%. Com isso, o déficit da balança comercial foi reduzido em cerca de 24%.

Os Estados Unidos foram o principal destino das exportações realizadas por empresas de Rio Preto, somando US$ 1,24 milhão em compras.

O Chile aparece na sequência, seguido pelos Países Baixos. A pauta exportadora foi composta principalmente por produtos de origem animal não destinados à alimentação humana, carrocerias para veículos, preparações alimentícias, produtos ortopédicos e reboques.

Nas importações, o Chile respondeu por US$ 7,38 milhões, praticamente metade de tudo o que entrou no município em junho.

A China ocupa a segunda posição, seguida por Alemanha, Estados Unidos e Argentina. O principal produto importado foi peixe fresco ou refrigerado, com mais de US$ 7,3 milhões, além de máquinas e equipamentos, produtos para a área da saúde, chapas de alumínio e reagentes laboratoriais.

Para o despachante aduaneiro Márcio Marcassa Júnior, da Rio Port, o resultado mostra um mês de retração nas operações de comércio exterior, mas ainda sem indicar uma mudança de comportamento da economia local. “É um resultado que precisa ser analisado com cautela. O déficit diminuiu porque as importações caíram mais do que as exportações. Ainda é cedo para falar em mudança de tendência. O comportamento do segundo semestre será importante para avaliar se as vendas externas retomam o ritmo registrado no início do ano”, afirma.

Por: Henrique Fernandes

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