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Empro demite servidores denunciados pelo MP por ataque hacker à Prefeitura de Rio Preto

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A Empresa Municipal de Tecnologia e Informação (Empro) exonerou dois servidores públicos de São José do Rio Preto (SP) após a conclusão do Processo Administrativo Disciplinar que comprovou que eles praticavam atividades empresariais concorrentes à Empro. 

Conforme consta na decisão, o processo administrativo constatou que os trabalhadores utilizavam recursos, a estrutura e informações da empresa pública em benefício dessas atividades empresariais. A exoneração por justa causa foi publicada no Diário Oficial do Município.

Em nota à TV TEM, o advogado de um dos funcionários disse que a determinação do Poder Público foi desproporcional. O g1 tenta contato com a defesa do outro envolvido. 

A decisão foi assinada na quinta-feira (16) pelo diretor-presidente da Empro, Marco Antonio da Silva Rodrigues.

Os dois servidores exonerados também são alvos de uma denúncia porenvolvimento em um ataque cibernético que paralisou sistemas da Prefeitura de São José do Rio Preto por seis dias. A invasão, ocorrida em 2025, comprometeu os serviços da administração municipal, o que levou o Ministério Público (MP) a denunciar três servidores investigados à Justiça. Entenda abaixo.

Denunciados pelo MP 

Conforme a denúncia do MP, os investigados vão responder por associação criminosa, invasão de dispositivo informático qualificada e inserção de dados falsos em sistema de informações. 

O processo tramita em segredo de Justiça na Vara Regional das Garantias e será encaminhado para uma Vara Criminal. 

Segundo as investigações, os sistemas da prefeitura ficaram fora do ar por seis dias após serem bloqueados pelos criminosos. Durante o ataque, os hackers exigiram o pagamento de R$ 500 mil em moedas eletrônicas para liberar o acesso à rede de computadores. 

Presos em operação policial

Os três denunciados pelo MP foram alvos da Operação Caim, deflagrada pela Polícia Civil. Dois deles chegaram a ser presos temporariamente em outubro de 2025, mas tiveram a prisão revogada posteriormente pela Justiçae passaram a responder em liberdade provisória, mediante medidas cautelares. 

Entre as determinações judiciais impostas aos investigados estão a obrigação de manter endereço atualizado, comparecimento mensal ao Fórum, proibição de deixar a cidade sem autorização judicial e restrições de circulação em determinados horários e locais.

Dois dos investigados eram funcionários da Empro, empresa responsável pela gestão das soluções tecnológicas da administração municipal. Um deles estava afastado do cargo havia dois anos, sem remuneração, após solicitar licença para abrir uma empresa particular. 

Na Operação Caim, a Polícia Civil cumpriu dois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão em imóveis localizados em condomínios de luxo da cidade. Equipamentos eletrônicos e celulares foram apreendidos e encaminhados para perícia.

Fonte: G1 Rio Preto

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