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Dólar fica estável em R$ 5,08, mas cai 0,58% na semana

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© Valter Campanato/Agência Brasil

O mercado financeiro brasileiro encerrou a semana com um cenário de incertezas, refletido na estabilidade do dólar frente ao real e na queda significativa da bolsa de valores. Na sexta-feira (24), o dólar fechou praticamente estável, cotado a R$ 5,081, enquanto a bolsa de valores recuou mais de 1,5%. Esses movimentos foram influenciados por tensões comerciais entre os Estados Unidos e seus parceiros, além de questões geopolíticas no Oriente Médio.

Impactos no câmbio

Apesar de ter iniciado o pregão em R$ 5,09 e chegado a R$ 5,04 ao meio-dia, o dólar terminou o dia com uma leve queda de 0,06%, em R$ 5,081. No acumulado da semana, a moeda americana caiu 0,58%, com o real apresentando um desempenho superior ao de outras moedas emergentes. Este movimento é parcialmente atribuído ao fato de o Brasil ser um exportador líquido de petróleo e à diferença atrativa nas taxas de juros entre o Brasil e os Estados Unidos, que continua atraindo investidores internacionais.

Os efeitos das novas tarifas americanas

O cenário externo foi marcado pela entrada em vigor das novas tarifas americanas, que variam entre 10% e 12,5% e afetam 60 parceiros comerciais, incluindo o Brasil. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima que tarifas de 37,5% impactarão quase 4 mil produtos brasileiros. Este contexto adiciona uma camada de complexidade ao mercado, que já lidava com as expectativas em torno das negociações entre Estados Unidos e Irã. O Paquistão, com o apoio da China, está mediando uma possível retomada do diálogo entre Washington e Teerã, o que pode ter repercussões significativas para a estabilidade geopolítica.

Queda na bolsa de valores

O Ibovespa, principal índice da bolsa de valores brasileira, encerrou o dia com uma queda de 1,52%, atingindo 174.041 pontos, a mínima do dia. A despeito desse recuo, o índice registrou uma leve alta de 0,19% na semana. A desvalorização do petróleo foi um fator chave para a venda de ações de petroleiras, com investidores realizando lucros. Além disso, as ações de mineradoras também foram afetadas pela queda nos preços do minério de ferro, enquanto os grandes bancos sentiram o impacto da redução no fluxo de capital estrangeiro para mercados emergentes.

Tensões no mercado de petróleo

Após ultrapassar a marca de US$ 100 por barril, o preço do petróleo recuou na sexta-feira. O Brent, referência para a Petrobras, fechou em US$ 96,78, com uma queda de 3,88%, enquanto o WTI caiu 3,12%, fechando em US$ 89,31. Esse movimento foi impulsionado por notícias de que a China está articulando uma reabertura das negociações entre Estados Unidos e Irã, o que elevou as esperanças de redução das tensões no Oriente Médio. No entanto, o mercado permanece atento aos riscos para a oferta global de petróleo, com o tráfego reduzido no Estreito de Ormuz e os ataques no Mar Vermelho representando ameaças contínuas.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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