Há um ano, um jovem de Mirassol, no interior de São Paulo, recebia uma das piores notícias de sua vida: o diagnóstico de leucemia.
Após a realização de alguns exames, o estudante José Pedro da Silva, de 17 anos, foi informado pelos médicos de que a única alternativa para salvar sua vida era o transplante de medula óssea.

Não havia tratamento que pudesse conter ou eliminar a doença. Uma das opções era aguardar por um doador compatível na fila de espera por meio do Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome).

No Brasil, as chances de compatibilidade entre o paciente e uma pessoa que não tem grau de parentesco podem chegar a uma a cada 100 mil.

Antes de ingressar no Registro Nacional de Receptores de Medula Óssea (Rereme), José Pedro descobriu que as chances de se manter vivo estavam mais próximas do que poderia imaginar.
Os exames identificaram que havia cerca de 50% de compatibilidade entre o jovem e sua prima, a analista de transportes Gabriela Pedro, de 26 anos. O procedimento foi realizado em 29 de abril deste ano no Hospital de Base de São José do Rio Preto (Como ser um doador
Para se tornar um doador de medula óssea, é preciso ir a um Hemocentro, fazer o cadastro pelo Redome e seguir alguns requisitos. Veja abaixo o que é preconizado.
- Ter entre 18 e 35 anos de idade para o cadastro inicial (o nome fica ativo até os 60 anos);
- Estar em bom estado geral de saúde;
- Não ter histórico de câncer, doenças do sangue ou do sistema imunológico;
- Não apresentar doenças infecciosas transmissíveis pelo sangue (como HIV ou hepatites ativas).
Em São José do Rio Preto, o hemocentro fica na Avenida Jamil Feres Kfouro, no bairro Jardim Fila de transplantes
O desfecho feliz vivido por José Pedro não faz parte da realidade de todos que aguardam por um transplante de medula óssea. Conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca), somente 25% dos pacientes que aguardam pelo procedimento encontram doadores compatíveis dentro da família.
Uma estimativa divulgada pela Sociedade Brasileira de Transplante de Medula Óssea (SBTMO) aponta que mais de 2,5 mil pessoas aguardam por um doador compatível na fila de espera.

Os números reforçam a importância da conscientização entre a população.
Fonte: G1 Rio Preto