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PF investiga repasse de R$ 2 milhões de Mario Frias para produtora de filme sobre Bolsonaro

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Deputado federal Mario Frias (PL-SP) CLÁUDIO REIS/ENQUADRAR/ESTADÃO CONTEÚDO

A Polícia Federal (PF) está conduzindo uma investigação sobre a destinação de R$ 2 milhões em emendas parlamentares feitas pelo deputado federal Mario Frias, do Partido Liberal de São Paulo, ao Instituto Conhecer Brasil (ICB). O instituto é presidido por Karina Ferreira da Gama, proprietária da produtora Go Up Entertainment, que é responsável pela produção do filme ‘Dark Horse’, uma obra que retrata a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Operação e suspeitas de irregularidades

Na última quinta-feira, dia 10, Mario Frias e Karina Ferreira da Gama foram alvos de mandados de busca e apreensão realizados pela PF. A operação, autorizada pelo ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), incluiu 49 mandados nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal. As investigações levantam suspeitas sobre possíveis irregularidades nos contratos firmados pelo ICB e pela Academia Nacional de Cultura, também presidida por Karina, envolvendo empresas ligadas a doadores de campanha de Frias e ex-assessores do deputado.

Suspeitas de fraude e movimentação financeira

A PF suspeita que alguns contratos possam ter sido simulados ou fraudulentos, com indícios de que documentos como contratos, orçamentos e notas fiscais tenham sido elaborados posteriormente e retrodatados para garantir uma aparência de legalidade às operações com recursos públicos. Além disso, os investigadores apontam para um possível fluxo financeiro circular entre Frias, as entidades envolvidas, as empresas contratadas e a produtora Go Up, com movimentações totalizando R$ 19 milhões entre novembro e dezembro de 2025.

A relação com 'Dark Horse'

A investigação também se aprofunda na conexão entre os recursos das emendas parlamentares e a produção do filme ‘Dark Horse’, no qual Mario Frias atuou como roteirista. O longa teve mais de 90% de seu orçamento financiado pelo banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. Mensagens encontradas pela PF no celular do banqueiro sugerem que o financiamento foi discutido com Flávio Bolsonaro, mesmo após a prisão de Vorcaro por suspeitas de fraudes bilionárias.

Implicações legais e desdobramentos

As investigações em curso podem ter sérias implicações legais, visto que apontam para a existência de uma organização criminosa composta por agentes públicos e privados. Esta organização seria responsável por direcionar recursos de forma irregular para empresas subcontratadas, sem comprovação de serviços prestados. Entre os possíveis crimes investigados estão peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro, formação de organização criminosa e crimes licitatórios.

Além disso, Karina Ferreira da Gama também está sob investigação em outro caso relacionado à Operação Wi-Fi, que investiga suspeitas de fraude e desvios em contratos firmados entre a Prefeitura de São Paulo e o Instituto Conhecer Brasil. Tal operação foi autorizada a compartilhar dados com a PF pelo ministro Flávio Dino em agosto.

Dada a complexidade e a amplitude das investigações, há uma expectativa de que novos desdobramentos ocorram nas próximas semanas. Para acompanhar o desenrolar deste caso e outras importantes notícias, continue acessando o RP News, comprometido em trazer informações precisas e de qualidade para seus leitores.

Fonte: https://jovempan.com.br

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