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Crianças recorrem a Centro de Valorização da Vida para denunciar bullying e problemas emocionais

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G1

Em São José do Rio Preto, São Paulo, o aumento significativo na busca por apoio emocional por crianças e adolescentes tem chamado a atenção das autoridades e da sociedade. O Centro de Valorização da Vida (CVV) da cidade registrou um crescimento marcante no número de atendimentos destinados a jovens de 10 a 17 anos, refletindo uma preocupação crescente com a saúde mental dessa faixa etária.

A busca por apoio emocional

De janeiro a agosto deste ano, o CVV realizou aproximadamente 32 mil atendimentos, com uma média mensal entre 3 mil e 3,5 mil ligações. Em setembro, a expectativa era de alcançar 5 mil chamadas, demonstrando a urgência e a importância do serviço oferecido. Esse aumento na procura reflete as dificuldades enfrentadas pelos jovens, que têm recorrido ao CVV para lidar com crises de ansiedade, depressão, bullying, automutilação e distanciamento afetivo dos pais.

O impacto das sobrecargas emocionais precoces

Francisco Garcia, coordenador do CVV, destaca que o público infanto-juvenil está sob pressão emocional intensa. “Essas crianças que ligam para o CVV buscando ajuda trazem para nós relatos de crise dentro de casa: crise financeira, crise de aceitação de si mesmo, bullying. A correria do dia a dia acaba fazendo com que essas crianças se sintam sozinhas. Hoje, percebemos que temos crianças vivendo problemas de adultos”, avalia o coordenador.

Desafios enfrentados pelo CVV

Apesar da alta demanda, o CVV de Rio Preto enfrenta dificuldades operacionais devido à capacidade limitada. Com apenas 21 voluntários ativos, a entidade opera no limite, e estima-se que 25% das ligações não sejam atendidas de imediato, resultando em uma fila de espera nacional. Para atender à crescente demanda, seriam necessários 56 voluntários, quase o triplo do número atual.

Como se tornar um voluntário do CVV

Visando ampliar a equipe, o CVV de Rio Preto abriu inscrições para novos voluntários. O trabalho, essencialmente voluntário, é realizado de forma anônima e sigilosa, sem julgamentos morais ou religiosos. Os voluntários oferecem escuta ativa e empática a quem está em sofrimento emocional, com plantões semanais de cerca de 4 horas. Os interessados devem ter no mínimo 18 anos e disponibilidade para participar de um curso preparatório gratuito.

Com a saúde mental dos jovens em foco, a importância de serviços como o CVV se torna mais evidente. Acompanhe o RP News para mais atualizações sobre esse e outros temas relevantes, reforçando nosso compromisso com informação de qualidade e credibilidade.

Fonte: https://g1.globo.com

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