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Vendas no comércio caem 0,8% em julho, com “ressaca” da Copa do Mundo

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© Fábio Pozzebom/Agência Brasil

O comércio varejista brasileiro registrou uma queda de 0,8% na transição de junho para julho, um fenômeno atribuído à chamada “ressaca” da Copa do Mundo. Este resultado impactou o desempenho acumulado do setor, que desacelerou para 1,6% nos últimos 12 meses, segundo dados da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Contexto e Repercussão

O impacto da Copa do Mundo nas vendas varejistas é uma tendência observada em outros eventos esportivos de grande porte. Durante os meses que antecederam o torneio, houve um aumento nas vendas de produtos relacionados, como televisores e álbuns de figurinhas, criando uma base de comparação elevada para o mês de julho. Essa dinâmica resultou em uma retração, após um período de aquecimento do consumo. Cristiano Santos, analista do IBGE, explicou que muitos consumidores anteciparam suas compras, especialmente de eletrodomésticos e itens de papelaria, no período pré-copa.

Desempenho por Setores

Das oito atividades pesquisadas pelo IBGE, cinco apresentaram retração. O setor de móveis e eletrodomésticos viu suas vendas caírem 4,9%, enquanto o segmento de livros, jornais, revistas e papelaria recuou 4,2%. Vendas de tecidos, vestuário e calçados caíram 2,7%, seguidas por outros artigos de uso pessoal e doméstico que tiveram uma queda de 2,2%, e o setor de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo caiu 0,2%. Em contrapartida, o setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria apresentou um aumento de 0,6%, assim como equipamentos e material para escritório, informática e comunicação e combustíveis e lubrificantes, que cresceram 0,6% e 0,3%, respectivamente.

Varejo Ampliado e Economia

No contexto do comércio varejista ampliado, que engloba atividades de atacado como veículos, motos, partes e peças, além de material de construção, o indicador subiu 0,4% de junho para julho, com uma variação positiva acumulada de 1,2% em 12 meses. Em paralelo, outros setores da economia mostraram sinais mistos. O setor de serviços permaneceu estável no mês e registrou uma alta de 2,4% em 12 meses, enquanto a indústria cresceu 0,2% no mês e 0,6% em 12 meses.

Importância e Perspectivas

Com o comércio ainda se ajustando a um cenário pós-pandêmico, onde as flutuações são comuns, a queda em julho serve como um lembrete da volatilidade do consumo em face de eventos externos como a Copa do Mundo. A tendência é que o mercado busque estabilidade nos próximos meses, com expectativas de que o consumo volte a crescer gradualmente. A observação do comportamento dos diferentes setores pode oferecer insights valiosos sobre as preferências de consumo e as influências sazonais.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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