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116 funcionários, nenhum humano

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The BRIEF

Em um cenário inovador e desafiador, Lucas Scudeler, teólogo, filósofo e psicanalista, surpreendeu o público do Hotmart FIRE 2026, em Belo Horizonte, ao afirmar que possui 116 funcionários, nenhum deles humano. Sua empresa, fundada há apenas seis meses, já acumula R$ 12 milhões em recebíveis, graças a uma equipe composta unicamente por agentes de inteligência artificial (IA), que recentemente cresceu para 123 integrantes.

O poder transformador da IA

Scudeler defende que a utilização de IA não deve ser vista como uma simples substituição do trabalho humano, mas sim como uma oportunidade de redefinir o papel dos líderes e das organizações. “Como é que você vence uma competição injusta? Você não compete nesse jogo. Você tem que se tornar o dono do jogo”, afirmou ele durante a palestra. Segundo o palestrante, a chave está em decidir estrategicamente onde a máquina deve atuar e onde o toque humano é indispensável.

Do escriba à automação

Para ilustrar a revolução que a IA está promovendo, Scudeler comparou-a aos escribas, que por séculos foram responsáveis por copiar e reproduzir textos. A profissão desapareceu, mas os autores continuaram a existir. Ele destacou que a verdadeira mudança não é sobre IA em si, mas sobre princípios de negócio e de vida. Tarefas repetitivas tendem a virar commodities, enquanto o verdadeiro diferencial reside no conhecimento ainda não sistematizado ou transformado em método.

Na empresa de Scudeler, agentes de IA, batizados de Sherlock e Watson, desempenham o papel de investigadores, identificando padrões, registrando decisões e transformando conhecimento tácito em processos. Contudo, ele alerta para a necessidade de governança, visto que em uma situação, uma automação consumiu R$ 7,4 mil em tokens produzindo relatórios sem resultados efetivos. “Parecia super efetivo. ‘Ó, reunião foi feita’, tá. Resolvemos nada, mas a gente fez”, comentou.

O papel dos líderes na era da IA

Para os líderes empresariais, Scudeler oferece um conselho valioso: a verdadeira vantagem competitiva não reside em usar a IA para fazer mais rápido o que todos já fazem, mas em ampliar o que é raro — julgamento, criatividade, visão e capacidade de tomar decisões melhores. A provocação final lançada por ele foi um convite à reflexão: “Nos últimos 10 anos, a pergunta que fica é: você virou o autor do seu negócio ou um escriba do seu método?”

À medida que a tecnologia avança, é crucial que líderes e empresas se adaptem, utilizando a IA não apenas para otimizar processos, mas para descobrir novas oportunidades e insights que antes passavam despercebidos. O futuro pertence àqueles que conseguem equilibrar a eficiência das máquinas com a criatividade humana.

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Fonte: https://thebrief-newsletter.beehiiv.com

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