PUBLICIDADE

Sangue de gatos era vendido por até R$ 800 após coletas clandestinas no interior de SP, diz investigação

Teste Compartilhamento
G1

Uma investigação da Polícia Civil trouxe à luz um esquema chocante de coleta clandestina de sangue de gatos em Monte Alto, no interior de São Paulo. O sangue era vendido por valores entre R$ 500 e R$ 800 por bolsa, conforme detalhado nos autos da segunda fase do inquérito. O caso já resultou na denúncia de cinco pessoas por maus-tratos e associação criminosa, após decisão da juíza Suellen Rocha Lipolis da 2ª Vara de Monte Alto.

Como funcionava o esquema de coleta de sangue

A trama envolvia o pagamento de R$ 50 a tutores que permitiam a coleta de sangue de seus gatos. Para operacionalizar o esquema, a Polícia Civil identificou pagamentos a intermediários responsáveis pela captação e transporte dos animais. Registros mostram que essas pessoas recebiam diárias de R$ 180 e outros auxílios financeiros. O sangue era retirado de forma não autorizada, utilizando quetamina e dexmedetomidina, substâncias que sedavam os animais. Um estudante de veterinária, cursando o segundo ano a distância, foi apontado como responsável pelo procedimento.

Repercussões legais e sociais

A denúncia formal envolve especificamente maus-tratos a seis gatos, embora depoimentos e mensagens analisados mencionem números significativamente maiores de animais afetados. No dia da abordagem policial, por exemplo, já havia registros de coleta de sangue de 28 gatos, além de uma viagem anterior que resultou em 38 coletas. O caso gerou revolta e preocupação entre ativistas de direitos dos animais e a comunidade local, destacando a necessidade de maior fiscalização e regulamentação sobre práticas veterinárias.

Riscos à saúde dos animais

Laudos veterinários incluídos no inquérito apontaram que os gatos apresentavam sinais de desnutrição, estavam abaixo do peso e corriam risco de morte por hipovolemia, uma condição grave causada pela redução do volume de sangue no corpo. Apesar das evidências, o Instituto de Criminalística relatou a falta de metodologia validada para a identificação animal, o que impede uma conclusão definitiva sobre todos os materiais apreendidos.

Antecedentes e desdobramentos

O caso ganhou notoriedade em outubro de 2025, quando uma cidadã local, ao se deparar com um anúncio oferecendo R$ 50 pela coleta de sangue de gatos, decidiu fingir interesse e acionou a Guarda Municipal, desencadeando as investigações. Na primeira fase do inquérito, três pessoas foram presas em flagrante, mas a prisão foi posteriormente revogada. A segunda fase do caso resultou no indiciamento de cinco pessoas. O desenrolar desse processo será crucial para estabelecer precedentes legais e conscientizar sobre práticas ilegais envolvendo animais.

Continue acompanhando o RP News para mais atualizações sobre este caso e outras notícias relevantes. Nosso compromisso é trazer informações precisas e contextualizadas para você.

Fonte: https://g1.globo.com

Leia mais

PUBLICIDADE