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Quem são os veterinários réus apontados pelo MP no caso da venda de sangue de gatos no interior de SP

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G1

Em um caso que tem gerado ampla repercussão, dois médicos-veterinários foram indiciados na segunda fase de uma investigação sobre a venda ilegal de sangue de gatos em Monte Alto, no estado de São Paulo. Thaís Daniele Antonussi, de 34 anos, e Renato Franco, de 35, ambos de São José do Rio Preto, tornaram-se réus em um processo que inclui acusações de maus-tratos a animais e associação criminosa. A denúncia foi aceita pela Justiça em 10 de setembro deste ano.

O caso e suas origens

A investigação sobre a venda ilegal de sangue de gatos teve início quando a Polícia Civil encontrou diversos gatos desacordados na cidade de Monte Alto, em outubro de 2025. Segundo a acusação, Thaís e Renato não estavam presentes no local, mas estariam envolvidos na organização e financiamento das atividades ilícitas, incluindo a gestão das demandas, viagens e pagamentos relacionados à venda de sangue. A denúncia afirma que cada bolsa de sangue, contendo aproximadamente 50 ml, era vendida por valores entre R$ 500 e R$ 800, distribuída para várias partes do país.

Implicações legais e defesa

O Ministério Público acusa os veterinários de participação em um esquema bem estruturado, onde diferentes indivíduos desempenhavam funções específicas, desde a captura de animais até a comercialização do sangue. Thaís e Renato são identificados como parte do núcleo de comando técnico, financiando e comercializando o produto. Ambos são acusados de serem mandantes e coautores funcionais dos maus-tratos a seis gatos, que teriam sido sedados e submetidos a coletas de sangue em condições inadequadas.

A defesa de Thaís não respondeu aos pedidos de comentário até a última atualização disponível, enquanto a empresa HemoAcademy, associada a ela, declarou que a acusação é uma ‘tremenda injustiça’. Por sua vez, a defesa de Renato, representada pela advogada Naiara Croffi, afirma que ele nega veementemente as acusações e sempre atuou dentro da legalidade e em conformidade com o Conselho Regional de Medicina Veterinária.

Repercussão e contexto social

A denúncia trouxe à tona um debate sobre a ética na medicina veterinária e o uso de animais em procedimentos que não respeitam o bem-estar animal. Grupos de defesa dos direitos dos animais manifestaram-se nas redes sociais, pedindo justiça e medidas mais severas contra a prática ilegal de extração e comercialização de sangue de animais. Este caso destaca a necessidade de fiscalização mais rigorosa e regulamentação clara para clínicas e profissionais do setor, visando evitar abusos semelhantes no futuro.

Possíveis desdobramentos

Com a aceitação da denúncia, o processo agora segue para a fase de apresentação de defesa e análise de provas. Ainda que o recebimento da denúncia não implique em condenação imediata, o caso levanta questões importantes sobre os controles e regulamentos existentes na prática veterinária no Brasil. Se condenados, Thaís e Renato podem enfrentar penas severas, além de eventuais sanções profissionais.

Este caso complexo e polêmico evidenciou lacunas na regulamentação da medicina veterinária e despertou um clamor público por justiça. Continue acompanhando o RP News para atualizações sobre este e outros casos relevantes, reforçando nosso compromisso com a informação de qualidade e apuração rigorosa.

Fonte: https://g1.globo.com

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