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Como diferenciar entre alimentos ultraprocessados e alimentos industrializados?

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Divulgação/Governo de São Paulo

A distinção entre alimentos ultraprocessados e alimentos industrializados é uma questão que frequentemente gera dúvidas entre os consumidores. Com o crescente interesse por uma alimentação mais saudável, entender essas diferenças tornou-se essencial para fazer escolhas mais conscientes. A classificação dos alimentos, baseada no grau e propósito do processamento, é uma ferramenta valiosa nessa tarefa.

Entendendo as categorias de processamento

Os alimentos podem ser categorizados em diferentes grupos de acordo com a Classificação Nova, que considera o nível de processamento ao qual foram submetidos. Segundo a nutricionista Nadine Marques, especialista em Saúde Pública, os alimentos podem ser classificados como in natura, minimamente processados, processados e ultraprocessados. Essa classificação ajuda a identificar o tipo de processamento que um alimento sofreu, facilitando escolhas mais informadas.

Um alimento in natura é aquele que consumimos em sua forma natural, como frutas e vegetais frescos. Já os minimamente processados passaram por pequenos processos industriais, como limpeza e secagem, exemplificados pelo arroz que é apenas descascado. Os alimentos processados, por sua vez, incluem produtos como queijos, onde técnicas tradicionais são utilizadas para alterar características sensoriais e aumentar a durabilidade.

A complexidade dos ultraprocessados

Os alimentos ultraprocessados são resultado de um processamento industrial mais intenso, que envolve a utilização de ingredientes como farinhas de cereais, óleos vegetais e proteínas isoladas. Esses produtos são frequentemente enriquecidos com aditivos cosméticos que melhoram a cor, sabor e textura, mas que também descaracterizam o alimento original. Essa complexidade de ingredientes e a impossibilidade de reproduzir essas formulações em cozinhas caseiras são marcas registradas dos ultraprocessados.

Impactos na saúde e no consumo

O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados está associado a uma série de problemas de saúde, incluindo obesidade, doenças cardíacas, diabetes e até questões de saúde mental, como depressão e ansiedade. A presença massiva de aditivos e o armazenamento prolongado em embalagens plásticas são fatores que podem agravar esses riscos, de acordo com estudos recentes.

A noção de ‘ultraprocessados do bem’ é muitas vezes discutida, mas a pesquisadora Nadine Marques destaca que a análise deve ir além da composição nutricional. É crucial considerar o impacto do processamento e dos aditivos na saúde a longo prazo.

Dicas para identificar ultraprocessados

Para os consumidores que buscam evitar ultraprocessados, uma estratégia eficaz é analisar a lista de ingredientes. Produtos com listas extensas, onde os primeiros itens são partes de alimentos como amido, óleo e açúcar, seguidos por substâncias difíceis de pronunciar, geralmente são ultraprocessados. A dica é não se deixar levar apenas pelas alegações da embalagem, mas investigar a fundo o que realmente compõe o produto.

A atenção às informações nutricionais e à lista de ingredientes pode ser um passo importante para uma alimentação mais saudável. Para mais dicas e informações sobre alimentação e saúde, continue acompanhando o RP News, seu portal de notícias que alia credibilidade e compromisso com a informação de qualidade.

Fonte: https://www.agenciasp.sp.gov.br

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