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Carbono oculto: Receita fiscaliza ‘lavanderia’ do crime e revela movimentação bilionária

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Foto de arquivo do Gaeco PMESP/Reprodução

A terceira fase da Operação Carbono Oculto trouxe à tona novas camadas de um esquema complexo, que utiliza estruturas do mercado financeiro para ocultar patrimônios e dissimular a origem de recursos ligados ao crime organizado. A ação, denominada ‘Crédito Oculto’, foi deflagrada pela Receita Federal em conjunto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público de São Paulo, com o apoio de outros órgãos. O foco da investigação está na movimentação financeira bilionária que envolve a aquisição de uma das maiores distribuidoras de combustíveis do país.

Estruturas financeiras sob investigação

O ministro da Fazenda, Dario Durigan, destacou que a investigação avança sobre o ‘andar de cima’ do crime organizado, com foco nas estruturas financeiras utilizadas. Fundos de investimento, administradoras de recursos, bancos e outras empresas estão sob escrutínio por atuarem como instrumentos de ocultação dos verdadeiros beneficiários dos recursos. A operação revelou que essas estruturas foram montadas em camadas, inicialmente para esconder os reais proprietários de uma usina sucroalcooleira no interior de São Paulo, e posteriormente para facilitar a aquisição da distribuidora de combustíveis.

Movimentação financeira bilionária

A Receita Federal identificou que aproximadamente R$ 11,6 bilhões foram movimentados pelas estruturas investigadas entre 2021 e 2025. Esse montante reforça os indícios de lavagem de dinheiro e dissimulação da origem dos recursos. De acordo com as autoridades, recursos circulavam por diversas camadas, incluindo fundos de investimento e contas bancárias, antes de retornarem aos beneficiários finais. Além disso, cerca de R$ 100 milhões teriam sido usados por uma organização criminosa para financiar a aquisição da distribuidora.

Mecanismos de blindagem patrimonial

As autoridades identificaram também o uso de fundos imobiliários como ferramenta de blindagem patrimonial. Imóveis relacionados aos investigados foram transferidos para empresas patrimoniais e, em seguida, para fundos imobiliários, permitindo que os bens permanecessem sob controle econômico do grupo, mas sem aparecerem diretamente no patrimônio pessoal dos investigados. Esse mecanismo dificultava a identificação dos verdadeiros proprietários, complicando ainda mais a investigação.

Inteligência artificial no combate ao crime

Em meio à operação, o ministro Dario Durigan anunciou que a Receita Federal está desenvolvendo ferramentas automatizadas, com o uso de inteligência artificial, para identificar padrões suspeitos de movimentação financeira. A intenção é acelerar a identificação de estruturas utilizadas por organizações criminosas, tornando o combate mais eficaz. Essa iniciativa representa um avanço tecnológico significativo na luta contra a lavagem de dinheiro e outros crimes financeiros.

A Operação Carbono Oculto expõe não apenas a complexidade dos esquemas de lavagem de dinheiro, mas também a capacidade das autoridades de desmantelar estruturas sofisticadas do crime organizado. Acompanhe o RP News para mais informações sobre o desenrolar desta investigação e outros temas relevantes, mantendo-se sempre bem informado sobre os acontecimentos que impactam nossa sociedade.

Fonte: https://jovempan.com.br

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