PUBLICIDADE

Professor de ciências precisa de formação constante, diz pesquisadora

Teste Compartilhamento
© Rovena Rosa/Agência Brasil

A formação contínua de professores é um pilar fundamental para o ensino eficaz das disciplinas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Stem, na sigla em inglês). Essa é a avaliação dos especialistas responsáveis pelo ‘Panorama da Educação Stem no Brasil’, um estudo que analisa como essas áreas do conhecimento estão sendo incorporadas à educação básica brasileira.

A importância da formação continuada

De acordo com a coordenadora do estudo, Sandra Unbehaum, a infraestrutura, como computadores e outros equipamentos tecnológicos, embora essencial, não é suficiente. Ela enfatiza que o investimento na formação de professores deve ser constante e profundo. ‘A formação dos professores precisa ser parte integrante de sua jornada de trabalho’, afirma Unbehaum, destacando que muitos educadores atuam em várias escolas ou têm um número excessivo de turmas e alunos.

Desigualdade no acesso à tecnologia

Outro ponto crítico identificado pela pesquisa é a desigualdade no acesso à infraestrutura tecnológica entre as diferentes regiões do Brasil. A falta de acesso adequado a computadores, internet e suporte técnico contribui para ampliar as desigualdades educacionais existentes. Unbehaum ressalta que a educação Stem tem um ‘papel estruturante’ na formação básica, podendo transformar a forma como o conhecimento é construído, promovendo uma aprendizagem mais investigativa e aplicável.

Desafios e resistência às tecnologias

O relatório destaca também os desafios enfrentados pelos professores, incluindo uma certa resistência às tecnologias, falta de conhecimento técnico e insegurança. Situações pontuais, como a necessidade de professores de outras disciplinas lecionarem ciências ou matemática, são comuns em algumas regiões, como em Manaus, onde professores de educação física podem acabar ensinando ciências.

Boas práticas pelo Brasil

Apesar dos desafios, o relatório também destaca boas práticas em diversas capitais. Em Manaus, por exemplo, jogos de tabuleiro e atividades ‘desplugadas’ são utilizados para ensinar lógica de programação. Em Belém, óculos de realidade virtual de baixo custo feitos com fibra de miriti são desenvolvidos para apoiar o ensino de geometria, mesclando tecnologia e cultura local. Em João Pessoa, há um forte investimento em infraestrutura e na integração da tecnologia nas aulas.

O futuro do ensino Stem no Brasil

A pesquisadora Sandra Unbehaum acredita que o ensino de Stem nas escolas deve ser integrado, evitando a separação em ‘gavetas’ de conhecimento. Ela destaca a importância de preparar os estudantes para desafios contemporâneos, como a era da inteligência artificial e a busca por soluções para questões climáticas, por meio do desenvolvimento de um pensamento crítico e questionador.

Acompanhe o RP News para mais informações sobre educação e outras temáticas relevantes, com o compromisso de oferecer conteúdo de qualidade e contextualizado, que dialogue com a realidade local e nacional.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

Leia mais

PUBLICIDADE