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Déficit nas contas externas soma US$ 5,1 bilhões em agosto

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© Valter Campanato/Agência Brasil

O déficit em transações correntes do Brasil atingiu a marca de US$ 5,1 bilhões em agosto deste ano, conforme informado pelo Banco Central (BC) nesta segunda-feira (28). Esse resultado demonstra um aumento significativo em relação ao déficit de US$ 3,8 bilhões registrado no mesmo período de 2025, ressaltando desafios persistentes na economia brasileira, apesar de uma balança comercial mais favorável.

Fatores que influenciaram o déficit

O crescimento do déficit ocorreu em um cenário de melhora na balança comercial, que registrou um superávit de US$ 6,6 bilhões em agosto, comparado a US$ 5,3 bilhões no mesmo mês do ano anterior. As exportações de bens totalizaram US$ 33,3 bilhões, com um aumento de 12,1% em relação ao ano passado. Por outro lado, as importações também cresceram, atingindo US$ 26,7 bilhões, uma alta de 9,4%.

Apesar da balança comercial positiva, o aumento nas despesas líquidas com serviços, lucros e dividendos enviados ao exterior contribuiu para o saldo negativo. Na conta de serviços, o déficit chegou a US$ 5,3 bilhões, destacando-se os gastos com transporte, telecomunicações, computação e informações, aluguel de equipamentos e propriedade intelectual.

Impacto da renda primária e investimentos

A conta de renda primária, que abrange lucros, dividendos e juros, também impactou negativamente o saldo. Em agosto, o déficit nessa conta foi de US$ 7 bilhões, em comparação com US$ 5,4 bilhões no ano anterior. As despesas líquidas com lucros e dividendos somaram expressivos US$ 5,9 bilhões.

Por outro lado, os investimentos diretos no país (IDP), considerados de melhor qualidade para financiar as contas externas, tiveram um ingresso líquido de US$ 7,4 bilhões no mês. No acumulado de 12 meses, esses investimentos alcançaram US$ 86,6 bilhões, representando 3,39% do Produto Interno Bruto (PIB).

Reservas internacionais e revisão de dados

As reservas internacionais do Brasil somaram US$ 372,6 bilhões em agosto, um aumento de US$ 2,9 bilhões em relação ao mês anterior. Esta elevação foi atribuída principalmente à valorização de moedas frente ao dólar e às receitas de juros das aplicações das reservas.

Adicionalmente, o Banco Central divulgou a revisão anual das estatísticas do setor externo. Para 2025, o déficit em transações correntes foi ajustado de US$ 66,7 bilhões para US$ 67,4 bilhões. No acumulado de janeiro a julho de 2026, o déficit foi revisado de US$ 36 bilhões para US$ 38,5 bilhões.

O cenário atual das contas externas brasileiras reflete um conjunto de desafios que exigem atenção contínua. Para mais informações e desdobramentos sobre a economia brasileira, continue acompanhando o RP News, seu portal de notícias de confiança, sempre comprometido com a qualidade e a relevância da informação.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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