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Resistência às vacinas contra gripe e covid coloca gestantes em risco

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© Fernando Frazão/Agência Brasil

Em meio às preocupações crescentes com a saúde pública, a resistência à vacinação contra gripe e covid-19 entre gestantes tem se mostrado um problema significativo no Brasil. Apesar dos esforços das autoridades de saúde para promover a imunização, uma parcela considerável de grávidas ainda chega ao parto sem estar totalmente protegida, colocando tanto a própria saúde quanto a de seus bebês em risco.

A importância da vacinação durante a gravidez

Gestantes como Nataly Saldanha, moradora do Rio de Janeiro, têm seguido à risca as recomendações médicas, garantindo uma imunização completa. Aos 39 semanas de gestação, Nataly se orgulha de ter mantido suas vacinas em dia, consciente dos benefícios que isso traz para ela e para sua filha. “Eu sempre tive o hábito de me vacinar. Caso tenha alguma doença circulando, eu estou imune”, afirma.

No entanto, nem todas as gestantes compartilham da mesma visão. Dados do Ministério da Saúde revelam que, em 2025, apenas 55% das gestantes haviam se vacinado contra a covid-19, enquanto 63% tomaram a vacina contra a influenza. Embora a cobertura vacinal contra a gripe tenha melhorado em 2026, alcançando 76%, os índices para a covid-19 permaneceram inalterados, muito aquém da meta de 90% estabelecida para ambos os imunizantes.

Impactos e desafios da baixa cobertura vacinal

A hesitação em se vacinar tem resultado em consequências trágicas. Entre 2023 e agosto de 2026, 286 gestantes ou puérperas desenvolveram síndrome respiratória aguda grave (SRAG) devido a infecções por subtipos do vírus Influenza, resultando em 25 mortes. A covid-19, no mesmo período, causou 205 casos graves e 21 mortes. Durante os anos mais críticos da pandemia, de 2020 a 2022, houve 3.547 casos de SRAG ligados ao coronavírus neste grupo, com 811 óbitos.

Flávia Bravo, diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), destaca a desinformação e a acomodação como fatores centrais para entender a resistência vacinal. “Há uma desvalorização da gripe e um mito de que a vacina da covid-19 é experimental. No entanto, essa é uma tecnologia consolidada, adaptada rapidamente devido à colaboração global”, explica.

Vacinação e saúde materna

A vacinação tem sido crucial para a redução dos casos de SRAG em gestantes. Estudos demonstram que a vacinação diminuiu significativamente a incidência e a mortalidade associadas a essas infecções. Apesar disso, os vírus respiratórios ainda representam cerca de 30% dos casos de SRAG em gestantes registrados em 2026, com mais de 50% das mortes sendo atribuídas a eles.

O Ministério da Saúde disponibiliza, além das vacinas contra influenza e covid-19, imunizações contra hepatite B, dT, dTpa e VSR no Sistema Único de Saúde (SUS) para gestantes. Essas vacinas são oferecidas em qualquer momento da gestação, reforçando a prioridade dada à saúde materna e fetal.

Para combater a resistência e aumentar a cobertura vacinal, é essencial continuar promovendo a educação sobre os benefícios das vacinas e desmistificar informações incorretas. A saúde das gestantes e de seus bebês depende do esforço contínuo de todos os setores envolvidos.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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