Bruna Marin Pereira, uma jovem de 23 anos, natural de Fernandópolis, São Paulo, está prestes a vivenciar um marco importante em sua vida. Após se mudar para Nova York em setembro de 2022, para participar de um programa de au pair, Bruna se prepara para votar pela primeira vez nos Estados Unidos, nas eleições de 2026. Esse passo significativo marca não apenas seu envolvimento com a política local, mas também sua conexão contínua com o Brasil, apesar da distância geográfica.
O processo de regularização e a conexão com o Brasil
A trajetória de Bruna até esse momento envolveu a regularização de seu título de eleitor, um processo que ela conseguiu completar de forma inteiramente online. Em 2022, quando chegou aos Estados Unidos, a jovem ainda não havia transferido seu título, o que a impediu de participar das eleições daquele ano. ‘Foi um processo bem tranquilo. Eu fiz tudo online, única e exclusivamente pela internet’, relata Bruna. Agora, com a documentação em ordem, ela poderá exercer seu direito ao voto em Nova York.
Mesmo vivendo fora do Brasil há quatro anos, Bruna nunca deixou de acompanhar as notícias políticas do país. Para ela, as decisões tomadas no Brasil continuam a ter impacto direto em sua família e amigos que lá permanecem. ‘Mesmo morando fora, as decisões tomadas no Brasil continuam afetando pessoas que eu amo e um país que continua fazendo parte da minha vida’, explica. Essa percepção reforça sua motivação para participar das eleições, mesmo a milhares de quilômetros de distância.
A importância de preservar raízes culturais
Atualmente cursando administração de empresas em uma universidade de Nova York, Bruna destaca a importância de manter viva a conexão com suas origens. Seus pais e familiares ainda residem no Brasil, e este vínculo é um dos principais motivadores para ela participar do processo eleitoral. ‘O Brasil sempre vai ser casa. Por mais que eu tenha construído uma vida em Nova York, é no Brasil que estão minhas raízes’, afirma Bruna, reforçando a ideia de que a distância física não rompe os laços culturais e afetivos.
A experiência de viver fora do país também proporcionou a Bruna uma nova perspectiva sobre o Brasil. ‘A gente começa a sentir falta de coisas que antes pareciam tão normais e percebe o quanto carrega a nossa cultura. Então, mesmo estando longe fisicamente, eu nunca deixei de me sentir conectada’, completa. Essa sensação de pertencimento é partilhada por muitos brasileiros que vivem no exterior, que encontram em eventos comunitários uma forma de reviver e celebrar suas tradições.
Celebrando a democracia e a cultura brasileira
Bruna não está sozinha em sua jornada. Ela e suas amigas brasileiras, que também vivem em Nova York, decidiram celebrar esse momento de cidadania juntas. Após a votação, elas planejam participar de um evento no Brooklyn, destinado à comunidade brasileira. ‘Durante a tarde de domingo, vamos para uma festa que vai acontecer no Selva, no Brooklyn. É um evento aberto para a comunidade brasileira e amigos’, conta Bruna. A festa contará com música ao vivo e um telão para acompanhar a apuração dos votos, proporcionando uma conexão emocional com o Brasil.
Esses encontros são mais do que simples festas; são uma oportunidade de manter viva a cultura e os laços com o país natal. Para Bruna e suas amigas, é uma maneira de ‘matar um pouquinho a saudade de casa e viver esse momento juntas’, como ela mesma descreve. A celebração da democracia e da cultura brasileira no exterior mostra a resiliência e o orgulho de quem, mesmo longe, continua a se sentir parte de sua terra.
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Fonte: https://g1.globo.com