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Casos de estupro de vulnerável sobem quase 80% entre janeiro e setembro de 2026 em Rio Preto

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Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP) apontam que, entre janeiro e setembro de 2026, São José do Rio Preto (SP) registrou um aumento de 76,9% em casos de estupro de vulnerável. O comparativo é relacionado ao mesmo período do ano passado. 

O avanço das estatísticas vem acompanhado de uma realidade em que a grande maioria das ocorrências envolve crianças e adolescentes violentados por pessoas do convívio familiar dentro de suas casas.

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Situações de abuso têm sido noticiadas com frequência pela TV TEM e pelo g1. Na terça-feira (12), por exemplo, a Polícia Civil prendeu um homem condenado a 42 anos de prisão por estuprar a própria enteada ao longo de quatro anos. Segundo a investigação, os abusos começaram quando a vítima tinha apenas 13 anos.

Em entrevista à TV TEM, a psicóloga Mônica Soares alerta que é preciso atenção para reconhecer os sinais de que uma criança ou adolescente está passando por uma situação de violência. Entenda abaixo.

  • Mudanças de humor: crianças expansivas que se tornam retraídas e quietas, ou jovens calmos que passam a demonstrar irritabilidade e agressividade sem motivo aparente.
  • Alterações na rotina: distúrbios no sono, pesadelos frequentes ou perda de apetite.
  • Regressões de comportamento: voltar a fazer xixi na cama ou demonstrar dependência excessiva de adultos incompatível com a idade.

“Nesse momento, o acompanhamento psicológico é fundamental, inclusive para a família, porque vai precisar desse apoio para conseguir ajudar essa criança”, relata. 

Mônica ainda ressalta que, quando a criança denunciar o crime, é importante que o adulto mantenha a calma após ouvir o relato e nunca duvide do fato.

Como denunciar

Suspeitas ou denúncias de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescentes podem ser registradas no Disque 100 (Disque Direitos Humanos, gratuito e anônimo), pelo 190 da Polícia Militar em casos de emergência, ou diretamente na Delegacia de Defesa da Mulher (DDM).

Fonte: G1 Rio Preto

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