A balança comercial brasileira registrou um superávit significativo de US$ 7,74 bilhões em setembro de 2026, mais que dobrando o valor de setembro de 2025, que foi de US$ 3,14 bilhões. Esse resultado expressivo foi impulsionado principalmente pelas exportações de petróleo, combustíveis, soja e cobre. O desempenho do mês de setembro é um dos melhores já registrados, ficando atrás apenas de setembro de 2023, quando o superávit atingiu US$ 9,18 bilhões.
Fatores que impulsionaram o superávit
O crescimento das exportações, que aumentaram 12,9% no período, foi o principal motor do superávit. A indústria extrativa liderou as vendas externas, seguida pela indústria de transformação e pelo agronegócio. Entre os produtos que mais se destacaram estão o petróleo bruto e o minério de cobre, com aumentos significativos em suas exportações. O preço médio do petróleo subiu 24,7%, influenciado pelo agravamento da situação geopolítica no Oriente Médio.
Exportações por região
As vendas para o exterior aumentaram em quase todas as regiões principais, com destaque para a Europa e a América do Norte, que registraram crescimentos de 51,9% e 30,6%, respectivamente. As exportações para os Estados Unidos subiram 31,9%, mesmo em meio a tensões comerciais e novas tarifas. Já as exportações para a Ásia caíram ligeiramente, enquanto para a América do Sul permaneceram estáveis.
Desempenho das importações
Em setembro, as importações brasileiras registraram uma leve queda de 2,4%, influenciada principalmente pela redução na compra de bens de capital e intermediários. A desaceleração econômica, causada por juros elevados, impactou os investimentos da indústria em máquinas e equipamentos. Por outro lado, as importações de combustíveis cresceram 41,2% devido ao aumento significativo de 58,2% nos preços.
Perspectivas para 2026
Para o acumulado de 2026, a balança comercial já soma um superávit de US$ 62,4 bilhões. No entanto, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) revisou para baixo sua previsão anual, de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. Ainda assim, esse resultado continuaria sendo um dos maiores desde o início da série histórica, em 1989. As projeções de exportações foram ajustadas para US$ 382,5 bilhões, enquanto as importações devem chegar a US$ 298,1 bilhões.
Analistas do mercado financeiro, consultados pelo boletim Focus do Banco Central, estão mais cautelosos, projetando um superávit comercial de US$ 78,3 bilhões para o ano. Esse cenário reflete a complexidade do mercado global, influenciado por fatores econômicos e geopolíticos.
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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br