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Vírus respiratórios ainda estão em alta no país, alerta Fiocruz

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© Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc

Os casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por vírus respiratórios continuam a preocupar as autoridades de saúde no Brasil. O mais recente boletim InfoGripe, divulgado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), aponta uma tendência nacional de aumento do rinovírus, metapneumovírus e Sars-CoV-2. Apesar do número de novos casos semanais de SRAG por covid-19 estar baixo, o alerta permanece quanto à elevação desses outros vírus.

A Importância da Vacinação

Os pesquisadores reforçam a necessidade de a população prioritária manter a vacinação contra a covid-19 em dia. Este alerta é especialmente relevante para gestantes, que também devem se vacinar contra o Vírus Sincicial Respiratório (VSR). A resistência à vacinação, incluindo as vacinas contra a gripe, ainda coloca em risco grupos mais vulneráveis, como as gestantes, destacam os especialistas.

Tendências Regionais e Faixas Etárias

Em nível nacional, o boletim da Fiocruz indica um leve sinal de crescimento dos casos de SRAG em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, enquanto nas demais faixas etárias os casos se estabilizam. O relatório também menciona que os casos de SRAG por VSR e influenza B estão em queda, enquanto as hospitalizações por influenza A permanecem estáveis em níveis baixos.

Situação por Estados e Capitais

O alerta regional é mais acentuado em Alagoas, Roraima e Sergipe, que apresentam níveis de SRAG em alerta ou alto risco, especialmente em crianças e adolescentes. Em Alagoas e Sergipe, o aumento está associado ao metapneumovírus, enquanto em Roraima ainda não há dados suficientes para identificar o vírus predominante. Outros estados como Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul e Santa Catarina também apresentam níveis de alerta, mas sem crescimento significativo em longo prazo. Entre as capitais, Aracaju, Porto Alegre, Rio Branco, São Luís e Vitória estão em níveis de alerta.

Impacto na Mortalidade

A Fiocruz destaca que a incidência e mortalidade por SRAG continuam a afetar desproporcionalmente os extremos das faixas etárias: crianças até 2 anos registram maior incidência, enquanto a mortalidade é mais elevada entre a população com 65 anos ou mais. Este padrão tem sido observado nas últimas oito semanas epidemiológicas, sustentando o cenário já conhecido de vulnerabilidade nessas faixas.

Diante desse cenário, a Fiocruz e outras autoridades de saúde reforçam a importância de medidas preventivas, como a vacinação e a continuidade do monitoramento dos vírus respiratórios. Para se manter atualizado sobre essa e outras questões de saúde, continue acompanhando o RP News, que se compromete a trazer informações de qualidade e atualizadas sobre os temas mais relevantes para a sociedade.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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