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Dinheiro esquecido em bancos sobe para R$ 5,8 bilhões em agosto

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© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

O montante de dinheiro esquecido em bancos e outras instituições financeiras no Brasil atingiu a marca de R$ 5,79 bilhões em agosto, de acordo com informações divulgadas pelo Banco Central (BC) nesta terça-feira (13). Os valores podem ser consultados por pessoas físicas, incluindo herdeiros de falecidos, além de empresas, por meio do Sistema Valores a Receber (SVR).

Este aumento representa uma alta de 2,6% em relação aos R$ 5,65 bilhões registrados no mês anterior, demonstrando uma retomada no acúmulo de recursos disponíveis para resgate. Essa alta ocorre após uma diminuição das quantias em função de parte do dinheiro ter sido destinada ao programa de renegociação de dívidas do governo federal, conhecido como Desenrola 2.0.

Distribuição dos recursos

A maior parte dos recursos, cerca de R$ 4,31 bilhões, pertence a 23,94 milhões de pessoas físicas. Já R$ 1,48 bilhão é destinado a 2,36 milhões de empresas. Os valores estão distribuídos entre diferentes tipos de instituições financeiras, sendo que os bancos concentram a maior parcela, com R$ 2,46 bilhões, representando 42,4% do total.

Outras instituições também detêm partes significativas desse montante. As administradoras de consórcios possuem R$ 1,97 bilhão, enquanto cooperativas de crédito, instituições de pagamento, financeiras e corretoras possuem R$ 805,6 milhões, R$ 369,6 milhões, R$ 121 milhões e R$ 68 milhões, respectivamente.

Como consultar e resgatar valores

Para consultar se há valores disponíveis, é necessário acessar o Sistema Valores a Receber, do Banco Central. A consulta exige o uso do CPF e data de nascimento para pessoas físicas, ou dados da empresa conforme solicitado. O processo permite verificar a existência de dinheiro a receber e identificar a instituição responsável pela devolução.

Após a confirmação, é possível solicitar o resgate seguindo as orientações da plataforma. Quando disponível por Pix, a transferência do valor pode ocorrer em até 12 dias úteis. Caso o beneficiário não possua chave Pix, será necessário contatar a instituição financeira indicada para definir outro método de recebimento.

A origem do dinheiro esquecido

Os valores esquecidos referem-se a recursos que não foram resgatados por clientes e permanecem nas instituições financeiras. Situações comuns incluem contas correntes ou poupanças encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de grupos de consórcio encerrados, e saldos remanescentes em contas de corretoras.

Prevenção a fraudes

O Banco Central alerta que o serviço de consulta é gratuito e não exige pagamento a intermediários. Recomenda-se cautela, evitando clicar em links suspeitos ou compartilhar dados pessoais. O BC não envia links nem solicita informações pessoais para liberar valores.

A consulta oficial é a maneira segura de verificar valores disponíveis e seguir os procedimentos corretos para o resgate. A atenção a essas medidas é essencial para proteger-se de possíveis fraudes.

Impactos sociais e econômicos

A existência de valores esquecidos e seu potencial resgate podem ter impactos significativos, tanto para indivíduos quanto para a economia. Para muitos, o resgate desses valores pode representar um alívio financeiro, enquanto para o governo, parte desses recursos está sendo direcionada ao Desenrola 2.0, programa que visa facilitar a renegociação de dívidas.

O acompanhamento contínuo dessa situação é crucial. Para mais atualizações sobre este e outros temas relevantes, continue acompanhando o RP News, que mantém seu compromisso com a informação de qualidade e a diversidade de temas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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