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Cheque em branco? Jamais

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The BRIEF

O cenário empresarial global passa por transformações significativas quando se trata da aplicação de Inteligência Artificial (IA). Recentemente, durante o evento Fortune Most Powerful Women, realizado em Santa Barbara, Califórnia, líderes financeiras de grandes corporações, como Chevron, ServiceNow e Nasdaq, destacaram mudanças fundamentais na forma como investimentos em IA estão sendo tratados. A era em que qualquer projeto carimbado com ‘IA’ recebia investimentos generosos chegou ao fim. Hoje, os algoritmos precisam demonstrar seu valor concreto antes de receberem qualquer capital.

Mudança de Paradigma no Orçamento

Na Chevron, a CFO Eimear Bonner enfatizou que as propostas envolvendo IA devem competir por capital como qualquer outra iniciativa. A empresa busca clareza sobre como essas tecnologias podem gerar valor transformador. Isso significa que, na prática, a IA precisa mostrar sua capacidade de acelerar a descoberta de poços de petróleo, otimizar a manutenção de equipamentos pesados e encurtar ciclos de produção. Além disso, em meio ao avanço tecnológico, a Chevron fechou um acordo para fornecer 2,67 gigawatts de energia a gás natural para um data center da Microsoft no Texas, mostrando que é possível lucrar com o boom tecnológico.

Mensuração do Resultado com Rigor

A Nasdaq também adotou uma abordagem mais rigorosa para seus investimentos em IA. Segundo a CFO Sarah Youngwood, os investimentos agora estão divididos em camadas temporais, desde cibersegurança básica até apostas de longo prazo. Ela afirma que o monitoramento cuidadoso de indicadores, como a velocidade de escrita de código e o custo de tokens, é essencial para garantir que os investimentos tragam o retorno esperado.

Custo da Inércia e a Verdadeira Medida do Sucesso

Na ServiceNow, a presidente e CFO Gina Mastantuono destaca a importância de calcular o ‘custo da inércia’, que é o prejuízo acumulado por não adotar IA enquanto concorrentes avançam. Apesar disso, Mastantuono alerta que o sucesso com IA não depende apenas de investimento, mas da capacidade de medir resultados concretos. A ServiceNow, por exemplo, espera economizar US$ 500 milhões este ano apenas aplicando suas próprias ferramentas de automação interna.

O Fim dos Cheques em Branco

O consenso entre essas líderes financeiras é claro: a era dos cheques em branco para projetos de IA acabou. Agora, a sobrevivência no mercado depende de uma análise criteriosa e da certeza sobre o que se está comprando. As empresas devem focar em resultados tangíveis e não apenas em movimentos ou atividades sem impacto comprovado.

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Fonte: https://thebrief-newsletter.beehiiv.com

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