Em uma operação realizada na manhã desta quinta-feira (15), a Polícia Civil prendeu temporariamente o presidente da Câmara Municipal de Olímpia, Flávio Augusto Olmos (PP), e três de seus assessores. A ação é parte de uma investigação sobre um esquema conhecido como ‘rachadinha’, no qual funcionários públicos são coagidos a devolver parte de seus salários para superiores.
Detalhes da operação 'Caixa Frio'
Batizada de ‘Caixa Frio’, a operação faz alusão a uma sorveteria de propriedade de Flávio Olmos, que, segundo as investigações, era utilizada como ponto de entrega e repasse dos valores entre os assessores e o vereador. A Polícia Civil de Barretos (SP) conduziu a operação, cumprindo quatro mandados de prisão temporária e oito mandados de busca e apreensão em diversos locais associados aos suspeitos.
Contexto e implicações legais
A prática da ‘rachadinha’ é uma forma de desvio de recursos públicos, que pode ser enquadrada no artigo 312 do Código Penal como peculato, com penas que variam de dois a 12 anos de reclusão, além de multa. O caso de Olímpia destaca a complexidade desse tipo de crime, que envolve não apenas a restituição de salários, mas também a utilização de estabelecimentos comerciais para mascarar as transações ilícitas.
Repercussão e sigilo das investigações
O caso tem gerado repercussão na região, especialmente por envolver figuras públicas de destaque. No entanto, as investigações estão sob sigilo, o que limita a divulgação de informações detalhadas. Foram recolhidos documentos, celulares e equipamentos de informática em busca de mais evidências. O tempo de prisão temporária é de cinco dias, podendo ser prorrogado caso se justifique a necessidade.
Reação da Câmara Municipal e próximos passos
Em nota oficial, o vice-presidente da Câmara de Olímpia, Marcelo da Branca, ressaltou que o Legislativo respeita o trabalho das autoridades e não comentará o caso enquanto as investigações estiverem em curso. O compromisso de colaborar com as investigações foi reafirmado, embora detalhes do inquérito permaneçam confidenciais.
Flávio Olmos, que está em seu segundo mandato como vereador e foi eleito presidente da Câmara no ano passado, ainda não se pronunciou oficialmente. O advogado de defesa do vereador não foi encontrado para comentar o caso até o fechamento desta reportagem.
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Fonte: https://g1.globo.com