Em um dia marcado por um clima de cautela no mercado financeiro, o dólar encerrou as negociações desta quinta-feira (15) em alta de 1,15%, cotado a R$ 5,09. Enquanto isso, a Bolsa de Valores brasileira registrou uma queda de 1,06%, fechando aos 204 mil pontos. O cenário foi influenciado por incertezas no ambiente político e possíveis medidas econômicas em discussão pelo governo.
Cenário Interno e Externo
Internamente, a atenção dos investidores esteve voltada para a divulgação de uma nova pesquisa eleitoral e para especulações sobre medidas do governo, como a proposta de emenda à Constituição que prevê tarifa zero no transporte público aos fins de semana. No exterior, o dólar perdeu força frente a outras moedas, enquanto o petróleo teve variações distintas: o Brent caiu e o WTI subiu.
Desempenho do Dólar e do Ibovespa
A moeda norte-americana atingiu um pico de R$ 5,098 durante o dia, encerrando a sessão a R$ 5,087. Este valor é o mais alto desde 2 de outubro, quando o dólar fechou a R$ 5,216. Apesar das recentes altas, o dólar ainda acumula uma queda de 1,70% em outubro e de 7,33% no ano. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, também refletiu a cautela do mercado, com perdas ampliadas na última hora de negociação, fechando em 204.324,26 pontos.
Impacto do Cenário Político-Econômico
O desempenho negativo do Ibovespa foi influenciado por preocupações com o cenário eleitoral e a possibilidade de medidas econômicas que possam impactar o fiscal nos próximos anos. O giro financeiro do dia foi de R$ 27 bilhões. Apesar da queda, o Ibovespa ainda apresenta alta acumulada de 9,65% em outubro e de 26,81% em 2026.
Mercado de Petróleo e Tensão Geopolítica
Os preços do petróleo encerraram o dia sem uma direção clara, refletindo ajustes após a alta da sessão anterior. As tensões no Oriente Médio e entre Rússia e Ucrânia, somadas a sinais de aumento na oferta global, influenciaram os preços. O Brent caiu 0,13%, fechando a US$ 105,92 por barril, enquanto o WTI subiu 3,03%, atingindo US$ 97,97 por barril. A oferta foi um ponto de atenção, com os estoques de petróleo dos EUA caindo mais do que o esperado.
A Agência Internacional de Energia concordou em acelerar a liberação de cerca de 100 milhões de barris de reservas estratégicas, uma medida anunciada pelo G7 no início de outubro, com o objetivo de estabilizar o mercado frente às tensões geopolíticas.
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