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Deic prende suspeito apontado como líder do “golpe do falso advogado”

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A Polícia Civil de Rio Preto, por meio da DEIC/DEINTER-5, através do SECCOLD — Setor de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro —, com apoio operacional da 3ª Equipe da DIG, deflagrou nesta terça-feira (20) a segunda fase de uma operação voltada ao combate ao chamado “golpe do falso advogado”, modalidade criminosa que utiliza informações relacionadas a processos judiciais para enganar vítimas e obter vantagens financeiras ilícitas.

O avanço das investigações resultou no cumprimento de seis mandados de busca e apreensão e de um mandado de prisão temporária, executado no município de Praia Grande, no litoral paulista, contra um investigado apontado como uma das principais lideranças do esquema criminoso.

A ação é resultado do trabalho investigativo desenvolvido pelo SECCOLD, que aprofundou a apuração sobre o funcionamento da estrutura criminosa, identificou suspeitos e reuniu elementos que fundamentaram a adoção das medidas judiciais. A atuação integrada com a 3ª Equipe da DIG contribuiu para o cumprimento das diligências e o avanço da ofensiva policial.

As investigações indicaram que o grupo atuava de maneira estruturada, utilizando informações relacionadas a processos judiciais para abordar vítimas e se passar por advogados ou representantes de escritórios de advocacia.

Sob o falso argumento de que valores judiciais estariam disponíveis para liberação, os criminosos induziam as vítimas a realizar transferências bancárias para o pagamento de supostas taxas, custas processuais ou despesas inexistentes.

O aprofundamento investigativo revelou indícios de divisão de tarefas entre os envolvidos, incluindo a abordagem das vítimas, o recebimento dos valores fraudulentamente obtidos e a movimentação de recursos por meio de contas bancárias de terceiros, em possível estratégia para dificultar o rastreamento do dinheiro e a identificação dos reais beneficiários.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, foram apreendidos dois automóveis, uma motocicleta super bike, dinheiro em espécie, aparelhos celulares e diversos equipamentos de informática. Os materiais serão submetidos à análise policial e poderão contribuir para o aprofundamento das investigações, o rastreamento dos recursos financeiros e a identificação de outros possíveis integrantes do grupo.

A segunda fase da operação representa um avanço significativo no trabalho investigativo, permitindo aprofundar o conhecimento sobre a estrutura operacional e financeira do esquema e alcançar um investigado apontado como integrante de sua liderança.

A prisão e as apreensões evidenciam a importância da investigação especializada, persistente e integrada no enfrentamento às organizações criminosas, especialmente aquelas que exploram a confiança da população no sistema de Justiça para praticar fraudes e obter vantagens ilícitas.

A Polícia Civil prossegue com as investigações para identificar outros envolvidos, dimensionar os prejuízos causados às vítimas, rastrear o destino dos valores obtidos ilicitamente e apurar a eventual prática de outros crimes.

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