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Cidades

Aos 89 anos, idosa que viveu ditadura e redemocratização no Brasil faz questão de votar: ‘Acho importante’

No pequeno município de Urupês, no interior de São Paulo, Else Pazin, de 89 anos, se destaca não apenas por sua longevidade, mas pela firme determinação em exercer…

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Aos 89 anos, idosa que viveu ditadura e redemocratização no Brasil faz questão de votar: ‘Acho importante’
G1

No pequeno município de Urupês, no interior de São Paulo, Else Pazin, de 89 anos, se destaca não apenas por sua longevidade, mas pela firme determinação em exercer seu direito ao voto. Ela, que vivenciou intensamente os anos da ditadura militar no Brasil, faz questão de comparecer às urnas, reafirmando a importância da participação cidadã em tempos de democracia.

A importância do voto em tempos de abstenção

Mesmo com a alta taxa de abstenção registrada no primeiro turno das eleições, onde mais de 33,4 milhões de eleitores não compareceram às urnas, Else mantém sua convicção. Em São Paulo, o índice de abstenção foi de 22,56%, mas a idosa considera inadmissível deixar de votar. “Somos cidadãos e precisamos tomar uma atitude sobre as eleições”, afirma.

Um testemunho da história viva

Else Pazin, que viveu os 21 anos do regime autoritário no Brasil, de 1964 a 1985, compartilha sua experiência e destaca as dificuldades enfrentadas naquele período. Para ela, o direito ao voto é um marco da redemocratização que não deve ser subestimado. “Poder votar é uma coisa maravilhosa. É possível ajudar o Brasil a melhorar e ser mais forte”, declara.

O crescente número de eleitores idosos

Dados do Senado Federal indicam um aumento no número de eleitores idosos, que cresceu cerca de 14% desde as eleições de 2022. Atualmente, eles representam 23,6% do eleitorado nacional, somando 37,5 milhões de pessoas aptas a votar. Esse crescimento reflete a importância da inclusão dos idosos no processo eleitoral, um grupo que tem mostrado significativa participação.

O incentivo à participação ativa

Para Else, a idade não deve ser um impeditivo para exercer o direito ao voto. “Não adianta dizer: ‘Não vou votar porque já tenho idade’. O que interessa é a cabeça. Estou boa da cabeça, lembro dos meus candidatos e vou votar”, enfatiza. A Justiça Eleitoral, por sua vez, recomenda que os eleitores levem os números dos candidatos anotados para facilitar a votação.

Reconhecimento e exemplo

Prestes a completar 90 anos, Else continua inspirando não apenas seus contemporâneos, mas também as novas gerações. Ao chegar à Escola Municipal Maria da Gloria Robert Lima de Almeida para votar, é frequentemente parabenizada por mesários e outros eleitores. “Quando chego aos locais de votação, as pessoas se levantam e me dão os parabéns”, conta com orgulho.

A história de Else Pazin é um lembrete poderoso da importância da participação cidadã e do impacto que o voto pode ter na construção de um futuro mais justo e democrático. Continue acompanhando o RP News para mais histórias inspiradoras e informações de qualidade sobre o Brasil e o mundo.

Fonte: https://g1.globo.com