A temporada europeia de futebol consagrou dois dos nomes mais consistentes de sua geração durante a cerimônia da Bola de Ouro, realizada nesta segunda-feira (26) no tradicional teatro London Palladium, na capital britânica. O atacante inglês Harry Kane e a meia espanhola Alexia Putellas foram os grandes vencedores da premiação máxima concedida pela revista France Football, coroando trajetórias marcadas por alto desempenho em clubes e seleções nacionais.
O evento reuniu as principais estrelas do esporte mundial em Londres, transformando a noite em um verdadeiro panorama do futebol contemporâneo. Enquanto Kane coroou anos de consistência com sua primeira conquista da Bola de Ouro, Putellas reafirmou seu status histórico ao erguer o troféu pela terceira vez na carreira, consolidando uma hegemonia que atravessa temporadas e gerações.
A consagração de Harry Kane em casa
Nascido em Londres, Harry Kane viveu uma noite de forte carga emocional ao receber o troféu das mãos do ex-atacante brasileiro Ronaldo Fenômeno. Aos 33 anos, o centroavante superou a forte concorrência de jovens promessas que moldam o futuro do esporte, como o francês Kylian Mbappé, do Real Madrid, e o espanhol Lamine Yamal, do Barcelona.
O reconhecimento veio respaldado por números impressionantes. Somando suas atuações pelo Bayern de Munique e pela seleção da Inglaterra, Kane acumulou 73 gols em 65 partidas no ciclo avaliado. Apenas pelo clube alemão, onde conquistou a Bundesliga e a Copa da Alemanha, o artilheiro balançou as redes 61 vezes em 51 jogos. O desempenho também lhe garantiu o Prêmio Gerd Müller, destinado ao melhor artilheiro do ano, repetindo o feito alcançado em 2024.
A hegemonia e a nova fase de Alexia Putellas
No futebol feminino, Alexia Putellas escreveu mais um capítulo dourado em sua trajetória. A meia liderou o Barcelona a uma temporada avassaladora, faturando o Campeonato Espanhol, a Copa da Rainha, a Supercopa da Espanha e o principal objetivo europeu: a Liga dos Campeões. Pela seleção espanhola, acrescentou ao currículo o troféu da Liga das Nações da Uefa.
Superando na votação a polonesa Ewa Pajor e a jamaicana Khadija Shaw, a jogadora de 32 anos adicionou a honraria às suas conquistas de 2021 e 2022. O prêmio coroa o encerramento de um ciclo vitorioso de 14 anos no clube catalão, antes de sua transferência para o London City Lionesses, da Inglaterra, onde iniciará um novo desafio na carreira.
Presença brasileira e os demais destaques da noite
O futebol brasileiro marcou presença nas diversas categorias da premiação, ainda que sem ocupar os lugares mais altos do pódio principal. Entre os homens, o atacante Vinícius Júnior, do Real Madrid, terminou na 17ª posição. Os zagueiros Gabriel Magalhães, do Arsenal, e Marquinhos, do Paris Saint-Germain, ficaram respectivamente com a 21ª e a 25ª colocações.
Entre as mulheres, a goleira Lorena, do Kansas City Current e da seleção brasileira, foi a única representante do país no top-30, figurando na 28ª posição. Na categoria de melhor arqueira, o troféu ficou com a espanhola Cata Coll, do Barcelona.
Outro momento de destaque envolveu o Flamengo, finalista na categoria de melhor time masculino após a conquista da Libertadores de 2025. O clube carioca acabou superado pelo Paris Saint-Germain, vencedor da Champions League e da Copa Intercontinental. A lista de premiados ainda incluiu o goleiro Unai Simón (Troféu Yashin), a mexicana Charlyn Corral (Troféu Gerd Müller feminino) e o inglês Bukayo Saka, agraciado com o Troféu Sócrates por seu engajamento em causas sociais.
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