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Ex-bispo de Catanduva é julgado após padre denunciar série de abusos sexuais

Sessão será realizada por videoconferência, às 13h30. Denúncia do Ministério Público aponta episódios entre 2019 e 2023 e pede a condenação de Valdir Mamede, ex-bispo de Catanduva (SP).

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Ex-bispo de Catanduva é julgado após padre denunciar série de abusos sexuais

O ex-bispo de Catanduva (SP), Valdir Mamede, é julgado nesta terça-feira (27), às 13h30, após ser acusado de praticar uma série de abusos sexuais contra um padre entre 2019 e 2023. A sessão será realizada por videoconferência. 

A audiência é uma etapa do processo em que são produzidas provas, com depoimentos da vítima e das testemunhas, além do interrogatório do réu. Depois, a acusação e a defesa apresentam seus argumentos, e o juiz analisa as provas para decidir o caso.


A denúncia do Ministério Público aponta que os episódios teriam ocorrido entre 2019 e 2023, quando Dom Valdir exercia o comando da Diocese de Catanduva.


Segundo a acusação, ele teria se aproveitado da posição hierárquica e da autoridade religiosa sobre o padre para praticar atos libidinosos sem consentimento. 


Valdir Mamede era bispo auxiliar da Arquidiocese de Brasília e assumiu o Bispado de Catanduva. Os fatos teriam acontecido na Residência Episcopal e na Paróquia de São Sebastião, em Ibirá (SP), onde o padre atuava. 


Em manifestação anterior, Valdir afirmou que sempre agiu de forma ética e que os episódios foram consensuais. 


O g1 tenta contato novamente com a defesa do acusado.


O boletim de ocorrência foi registrado pelo padre no dia 22 de março de 2024. De acordo com a denúncia do MP, emitida em abril deste ano, a aproximação entre eles começou sob o pretexto de que o então bispo precisava de cuidados pessoais, incluindo depilação corporal íntima.


Segundo o documento, os abusos teriam ocorrido de forma reiterada durante cerca de cinco anos. O MP descreve quatro episódios considerados criminosos.


O Ministério Público pede a condenação de Valdir por importunação sexual praticada reiteradamente, com agravantes relacionados às circunstâncias dos fatos e ao exercício de autoridade sobre a vítima. 


A Promotoria também solicita o pagamento de indenização mínima de R$ 300 mil por danos morais. Devido às pressões e danos psicológicos, o padre está de licença médica e afastado dos trabalhos na Igreja.


A denúncia foi apresentada pelo Ministério Público em 28 de abril e recebida pela Justiça em 30 de junho de 2026. Com a decisão, Valdir passou à condição de réu. O processo tramita sob segredo de Justiça na 2ª Vara Criminal de Catanduva. 


O ex-bispo chegou a renunciar ao cargo, em novembro de 2023, sem apresentar o motivo.


Fonte: G1 Rio Preto