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Juíza argentina pede investigação do governo Milei sobre entrada de Flávio no país

A movimentação política e jurídica em torno da passagem repentina do senador Flávio Bolsonaro por território argentino ganhou novos contornos nesta semana. A juíza federal María Eugenia Capuchetti…

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Juíza argentina pede investigação do governo Milei sobre entrada de Flávio no país
Juíza Federal María Eugenia Capuchetti Reprodução/Adrián Escandar

A movimentação política e jurídica em torno da passagem repentina do senador Flávio Bolsonaro por território argentino ganhou novos contornos nesta semana. A juíza federal María Eugenia Capuchetti solicitou formalmente ao governo liderado por Javier Milei esclarecimentos detalhados sobre se o parlamentar brasileiro enfrentou qualquer tipo de restrição ou impedimento ao ingressar no país vizinho, em um episódio que rapidamente mobilizou tanto a diplomacia quanto a oposição política local.

Além do pedido de informações enviado ao Executivo, a magistrada determinou a preservação imediata de todas as imagens de segurança capturadas na ponte internacional que liga os dois países, bem como registros do departamento de imigração e do aeroporto de Puerto Iguazú. A medida busca rastrear com precisão o fluxo e a recepção da comitiva brasileira, que contava com a esposa e as duas filhas do senador.

O roteiro da viagem e a rápida passagem pela Argentina

De acordo com os registros oficiais e apurações da imprensa local, o grupo entrou na Argentina durante a noite pela província de Misiones. A estadia em solo argentino, no entanto, durou poucas horas. Cerca de duas horas após cruzarem a fronteira terrestre, embarcaram em uma aeronave privada partindo de Puerto Iguazú com destino aos Estados Unidos, realizando uma escala técnica no Equador.

A rapidez da operação gerou forte desconfiança entre legisladores argentinos. O bloco oposicionista União pela Pátria questionou publicamente o motivo pelo qual o avião não foi retido ou a decolagem atrasada, considerando que havia alertas sobre a situação jurídica do político no Brasil, onde ele é alvo de investigações conduzidas pelo Supremo Tribunal Federal e outras instâncias judiciárias.

A oposição na Argentina não demorou a reagir. Parlamentares peronistas exigiram explicações formais do gabinete de Javier Milei, levantando suspeitas sobre uma suposta ajuda institucional para viabilizar o deslocamento. O deputado Agustín Rossi utilizou as redes sociais para afirmar que o governo argentino teria colaborado com a saída do senador, protocolando um pedido de interpelação ao chefe de gabinete para que autoridades prestem contas perante o Congresso.

Entre os pontos levantados pelos parlamentares está o questionamento sobre o momento em que o comunicado oficial confirmando a entrada e a saída de Flávio Bolsonaro foi divulgado — o que ocorreu apenas após a decolagem da aeronave. O jornal argentino La Nación também trouxe à tona relatos sobre a suposta presença de um assessor próximo do presidente Milei no aeroporto horas antes do voo, aumentando a pressão por transparência.

Em contrapartida, o procurador-geral da cidade de Misiones, Fabián Martínez, solicitou o arquivamento de uma denúncia inicial que investigava a suposta ilegalidade no ingresso do senador, apontando divergências jurídicas sobre o caso que agora seguem sob análise da Justiça federal argentina.

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Fonte: https://jovempan.com.br

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