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Ator e diretor Matheus Sabbá morre aos 30 anos

A cena cultural brasileira perdeu um de seus jovens talentos mais promissores na última semana. O ator, diretor e encenador amazonense Matheus Sabbá morreu aos 30 anos, deixando…

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Ator e diretor Matheus Sabbá morre aos 30 anos
Matheus Sabbá Reprodução/Redes sociais

A cena cultural brasileira perdeu um de seus jovens talentos mais promissores na última semana. O ator, diretor e encenador amazonense Matheus Sabbá morreu aos 30 anos, deixando uma lacuna profunda no teatro musical e na ópera nacional. A confirmação do falecimento foi feita pela Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Amazonas (SEC-AM), gerando forte comoção entre artistas, produtores e o público que acompanhava a trajetória do profissional.

Até o momento, a causa e as circunstâncias da morte não foram divulgadas pelas autoridades ou por familiares. Formado em teatro pela Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Sabbá construiu uma carreira sólida que extrapolou as fronteiras da região Norte, conquistando reconhecimento em palcos de grande relevância no eixo Sudeste e em festivais de projeção internacional.

Trajetória marcada pela versatilidade e grandes palcos

Ao longo de sua década de atuação profissional, Matheus Sabbá transitou com naturalidade entre a atuação e a direção, acumulando passagens marcantes por instituições tradicionais. Ele integrou produções de peso no Festival Amazonas de Ópera (FAO), no Festival Internacional de Música de Santa Catarina (Femusc), além de trabalhos no cobiçado Theatro Municipal de São Paulo e no Theatro São Pedro.

Entre os destaques de sua carreira na direção está o aclamado espetáculo A Caixa Mágica do Natal, montagem natalina que lhe rendeu importantes indicações e prêmios de visibilidade nacional, como o Troféu Cenym e o Prêmio Brasil Musical. Além do teatro, o artista também expandiu sua linguagem artística para o audiovisual, integrando o elenco do longa-metragem O Último Azul, lançado em 2024 e estrelado pelo ator Rodrigo Santoro.

Contribuição para a ópera e ancestralidade indígena

Nos últimos anos, o trabalho de Sabbá ganhou ainda mais fôlego na direção de óperas contemporâneas e clássicas. Em 2025, atuou como assistente de direção na montagem de Madama Butterfly pelo Femusc. Já em janeiro de 2026, assumiu a direção de cena de Onheama, ópera concebida por João Guilherme Ripper.

A montagem de Onheama representou um marco recente em sua carreira ao colocar no centro da narrativa a figura da guerreira indígena Iporangaba, dialogando diretamente com temas como ancestralidade, preservação ambiental e a conexão profunda com a natureza amazônica. Essa sensibilidade estética e temática consolidou sua reputação como um encenador atento às urgências culturais do país.

Repercussão e homenagens no meio artístico

A repercussão de sua partida foi imediata nas redes sociais e em comunicados oficiais de instituições culturais. A SEC-AM ressaltou que o artista foi uma verdadeira referência nas artes cênicas amazonenses, destacando sua dedicação incansável às produções natalinas e líricas do estado.

O Femusc também manifestou pesar por meio de nota oficial, enfatizando a gratidão pelos momentos compartilhados na trajetória artística do festival. Amigos, colegas de palco e admiradores utilizaram a internet para prestar homenagens, recordando a generosidade de Sabbá nos bastidores e sua paixão contagiante pelo fazer teatral. O sepultamento do artista está programado para ocorrer em Manaus, com cerimônia restrita aos familiares e amigos próximos.

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Fonte: https://jovempan.com.br