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Economia

Desemprego em 5,2% no 3° trimestre é o menor para o período desde 2012

O mercado de trabalho brasileiro registrou um marco importante no encerramento do último trimestre, atingindo a menor taxa de desemprego para o período desde o início da série…

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Desemprego em 5,2% no 3° trimestre é o menor para o período desde 2012
© REUTERS/Washington Alves/Proibida reprodução

O mercado de trabalho brasileiro registrou um marco importante no encerramento do último trimestre, atingindo a menor taxa de desemprego para o período desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, em 2012. Divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a leitura oficial mostra que a retração na desocupação veio acompanhada de recordes históricos na quantidade de pessoas efetivamente empregadas no país e na massa de rendimentos.

De acordo com os indicadores estatísticos, o índice de desocupação recuou para 5,2% entre julho e setembro. O patamar representa um recuo frente aos 5,4% contabilizados no segundo trimestre deste ano, além de ficar abaixo dos 5,6% reportados no mesmo intervalo do ano anterior. O movimento evidencia uma trajetória consistente de reanimação das contratações e de reorganização das atividades econômicas em diferentes setores produtivos.

População ocupada atinge patamar recorde

O principal motor dessa melhora estatística é a expansão da população ocupada, que saltou para 103,6 milhões de trabalhadores. Trata-se do maior volume absoluto já documentado pelo instituto de pesquisa desde a implementação da metodologia atual. Na comparação trimestral, houve um acréscimo de 581 mil postos de trabalho, o equivalente a uma alta de 0,6%, enquanto na base anual o avanço chegou a 1,2%, somando cerca de 1,2 milhão de novas vagas abertas.

Essa dinâmica também impulsionou o nível da ocupação, indicador que mede o percentual de pessoas em idade de trabalhar que estão inseridas no mercado produtivo. O índice alcançou a marca de 59%, registrando leve alta na margem e mantendo estabilidade positiva na comparação anual. Para especialistas em economia do trabalho, esses números refletem a absorção de mão de obra impulsionada pelo setor de serviços e pelo comércio, que tradicionalmente intensificam contratações na preparação para o segundo semestre.

Retração na desocupação e panorama da informalidade

O contingente de pessoas efetivamente desocupadas — aquelas que procuraram trabalho sem sucesso — caiu para 5,6 milhões. O volume representa uma redução de 4% em relação ao trimestre anterior (menos 234 mil pessoas) e uma retração ainda mais expressiva de 6,9% frente ao mesmo período do ano passado (menos 417 mil pessoas).

No entanto, o levantamento do IBGE aponta que os desafios estruturais persistem, especialmente no que tange à qualidade dos postos gerados. A taxa de informalidade situou-se em 37,5% da população ocupada, abrangendo 38,8 milhões de trabalhadores sem carteira assinada ou sem garantias trabalhistas plenas. O patamar manteve-se praticamente estável tanto na leitura trimestral quanto na anual, demonstrando a rigidez desse segmento no cenário nacional.

Rendimento médio e massa salarial em alta

Outro ponto de destaque no relatório divulgado pelo órgão federal foi o comportamento dos rendimentos. O rendimento real habitual de todas as fontes de trabalho foi estimado em R$ 3.790. Embora tenha ficado estável na margem trimestral, o indicador apresentou um crescimento real de 3,6% em um ano, representando um ganho médio de R$ 131 para o trabalhador brasileiro.

Como consequência do aumento do número de ocupados e da valorização dos salários, a massa de rendimento real habitual — o montante total de dinheiro que circula nas mãos dos trabalhadores — bateu recorde ao atingir R$ 387,5 bilhões. O crescimento foi de 1,5% no trimestre e de 4,7% no comparativo anual, injetando bilhões adicionais na economia e influenciando diretamente o consumo das famílias.

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Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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