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Política

Experiências de 11 países apontam avanço do mercado ilegal após veto a bets, diz levantamento

O debate sobre a regulamentação das apostas esportivas ganha novos contornos internacionais à medida que governos ao redor do mundo tentam frear o avanço do setor. Um levantamento…

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Experiências de 11 países apontam avanço do mercado ilegal após veto a bets, diz levantamento
Bruno Santos - 25.set.26/Folhapress

O debate sobre a regulamentação das apostas esportivas ganha novos contornos internacionais à medida que governos ao redor do mundo tentam frear o avanço do setor. Um levantamento recente divulgado pela organização Ranking dos Políticos traz evidências de que a proibição pura e simples das chamadas bets pode gerar um efeito colateral indesejado: o fortalecimento expressivo do mercado ilegal e das plataformas clandestinas.

A análise examinou as consequências econômicas e sociais de políticas restritivas adotadas em 11 países que optaram por banir ou impor barreiras severas ao funcionamento de empresas de apostas online. Em vez de erradicar o hábito de apostar, as restrições governamentais acabaram empurrando os consumidores para o ambiente digital não regulamentado, onde não há proteção ao consumidor, regras de jogo limpo ou arrecadação de impostos para os cofres públicos.

O impacto das proibições na economia e na segurança do apostador

Quando um país decide fechar as portas para o mercado formalizado de apostas, a demanda da sociedade por esse tipo de entretenimento não desaparece magicamente. O levantamento demonstra que o desejo de jogar encontra caminhos alternativos através de plataformas estrangeiras que operam sem nenhuma supervisão jurídica local.

Esse cenário de terra arrasada institucional traz riscos severos. Sem a fiscalização de órgãos reguladores, o apostador perde qualquer garantia de que receberá seus prêmios, além de ficar vulnerável a fraudes cibernéticas e a esquemas de lavagem de dinheiro. Do ponto de vista macroeconômico, o Estado deixa de arrecadar bilhões que poderiam ser revertidos para áreas essenciais como saúde, educação e segurança pública, alimentando uma economia subterrânea que movimenta fortunas sem controle.

Lições internacionais para o cenário brasileiro

A discussão sobre o futuro das apostas ganha forte relevância no Brasil, que vive um momento de transição e consolidação de suas próprias regras para o setor. Especialistas em políticas públicas apontam que o modelo brasileiro tenta justamente encontrar um meio-termos entre a tributação rigorosa, a exigência de sede no país e a proteção à saúde mental dos jogadores, evitando os erros cometidos por nações que apostaram na proibição total.

A experiência internacional compilada pelo estudo reforça que o caminho mais eficaz para o poder público não é a interdição cega, mas sim a regulação inteligente, o monitoramento ativo e campanhas contínuas de conscientização sobre os riscos do vício em jogos. O desafio dos legisladores passa a ser equilibrar a liberdade econômica com barreiras tecnológicas eficientes capazes de isolar os operadores piratas.

Para continuar acompanhando as principais análises sobre economia, política e os desdobramentos que impactam diretamente o seu dia a dia, siga navegando pelo RP News. Nosso compromisso é trazer uma cobertura aprofundada, isenta e conectada com os fatos que moldam o cenário nacional e internacional.

Fonte: https://redir.folha.com.br