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Motorista que atropelou grupo em bloqueio bolsonarista é julgado em Mirassol³

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O motorista que atropelou um grupo de pessoas em bloqueio bolsonarista na rodovia Washington Luís (SP-310), em Mirassol (SP), no dia 2 de novembro de 2022, vai a júri popular nesta quinta-feira, dia 17 de setembro, no Fórum da cidade.

O júri é formado por seis pessoas, sendo cinco mulheres e um homem. O julgamento seria suspenso no almoço e retomado em seguida.

O réu responde por 16 tentativas de homicídio cometidas por meio que gerou perigo comum e por recurso que dificultou a defesa das vítimas.

O Ministério Público entendeu que o condutor assumiu o risco de matar 14 pessoas e dois policiais militares que estavam no local. Duas crianças, à época com 10 e 11 anos, estavam entre as vítimas.

Segundo o Ministério Público, os crimes foram cometidos por meio que dificultou a defesa das vítimas, não se consumando por circunstâncias alheias à vontade do motorista. A denúncia foi aceita no dia 21 de novembro de 2022.

O fato aconteceu em 2 de novembro de 2022 durante uma manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), derrotado nas eleições daquele ano. Várias pessoas gravavam vídeos do ato quando o réu acelerou um carro de cor prata e atingiu os manifestantes que estavam no meio da pista. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram as vítimas caídas no asfalto.

Segundo a Polícia Militar Rodoviária de São José do Rio Preto (SP), à época, uma negociação para liberar a rodovia era realizada quando o atropelamento aconteceu.

Na ocasião, várias ambulâncias foram acionadas e levaram os feridos para hospitais e unidades de saúde da região.

Reação

Logo após o atropelamento, os bolsonaristas tentaram agredir o motorista que atropelou o grupo, mas foram impedidos por equipes da corporação. Muitas pessoas cercaram e danificaram o veículo.

O motorista do carro que atropelou o grupo foi preso em flagrante por tentativa de homicídio, levado à delegacia de Mirassol e encaminhado à Divisão Especializada de Investigações Criminais (Deic) de Rio Preto.

Uma passageira que estava acompanhada do acusado também foi levada à delegacia, ouvida e liberada. Ele teve a prisão convertida em preventiva no dia 3 de novembro. A Justiça revogou, em fevereiro de 2023, a prisão do réu que aguardava julgamento em liberdade.

Se condenado, ele pode pegar até 95 anos de prisão.

Fonte: G1 Rio Preto

Foto: Arquivo Pessoal

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