Um adolescente de 17 anos foi apreendido na quinta-feira (11) e confessou ter atirado em um motorista de aplicativo durante uma corrida em São José do Rio Preto (SP) por acreditar que ele era policial civil. Depois de cometer o crime, ele e o comparsa, de 22, que estavam no carro como passageiros e armados, fugiram pela janela.

Wilsiano Soares Novaes Teixeira, de 43 anos, foi baleado na cabeça, perdeu o controle da direção e bateu contra um poste de iluminação. Ele morreu no local.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que dois suspeitos fogem do veículo logo após os tiros.
Segundo informações apuradas pela TV TEM, o jovem alegou em depoimento à polícia que acreditava estar sendo procurado pela Justiça e afirmou ter pensado que o motorista era um policial civil. Ele tem passagens criminais por tráfico de drogas e roubo.

O caso foi registrado como latrocínio (roubo seguido de morte), uma vez que, de acordo com o delegado responsável pela investigação, Roberval Macedo, houve uma discussão relacionada ao pagamento da corrida momentos antes do crime.
Conforme a polícia, o adolescente afirmou ter entregue R$ 20 em dinheiro para quitar a viagem, mas questionou osR$ 2 de troco, o que deu início a discussão.
Para a investigação, há indícios de uma motivação O adolescente possuía uma medida de internação de 45 dias determinada pela Justiça. O motivo não foi divulgado pela polícia. Após o assassinato, ele descartou a pistola utilizada no crime, que ainda não havia sido encontrada.

O menor foi localizado e apreendido pela Polícia Militar. Depois, foi encaminhado à Fundação Casa. O segundo suspeito não foi localizado pela equipe até a última atualização desta reportagem.
Fonte: G1 Rio Preto