O caso da venda clandestina de sangue de gatos em Monte Alto, interior de São Paulo, ganha novos desdobramentos com a manifestação da defesa de uma das veterinárias envolvidas. A profissional, acusada de integrar um esquema ilegal de coleta e venda de sangue felino, teria sido indiciada sem ter tido a oportunidade de apresentar sua versão dos fatos, segundo seu advogado.
A defesa e as alegações de omissão
Daniel Seixas Rondi, advogado de Thaís Daniele Antonussi, de 34 anos, alega que a veterinária nunca foi ouvida durante o processo investigativo que já se estende por quase um ano. Segundo ele, a polícia falhou em suas tentativas de localizá-la para prestar depoimento, apesar de a defesa ter demonstrado interesse em colaborar com as investigações. Rondi criticou a ausência de diligências efetivas, mesmo com informações de contato fornecidas nos autos.
Repercussão nas redes sociais
O advogado também destacou a maneira como o caso foi tratado nas redes sociais, onde a ré teria sido julgada prematuramente, sem a devida defesa. A exposição midiática e as discussões acaloradas nas plataformas digitais geraram uma pressão adicional sobre a cliente, que, segundo Rondi, foi alvo de julgamentos precipitados.
Entendendo o caso
O caso envolve a descoberta de um esquema de coleta clandestina de sangue de gatos, que eram mantidos em condições insalubres. A operação foi desmantelada pela Polícia Civil após denúncias de que o sangue era vendido a preços elevados. As investigações apontaram que o material era comercializado sem o devido controle de qualidade e sem a autorização dos tutores dos animais.
A tese da defesa
A defesa de Thaís Antonussi sustenta que a veterinária contratava serviços que acreditava serem regulares. O advogado argumenta que a responsabilidade pela coleta em condições inadequadas recai sobre aqueles que estavam presentes no local em Monte Alto. Ele enfatiza que sua cliente pagava por um serviço que incluía a expectativa de um procedimento realizado por uma equipe qualificada.
Posicionamento da acusação
Em contrapartida, o Ministério Público acusa Antonussi de coordenar o esquema, incluindo a organização das coletas e a negociação dos valores. Mensagens de texto obtidas pela investigação são usadas para sustentar a acusação de que ela exercia um papel central na operação.
Desdobramentos futuros
Com a recente negativa da Justiça de Monte Alto a todos os pedidos do Ministério Público contra Antonussi, incluindo a suspensão de seu registro profissional, o caso deve continuar a ser acompanhado de perto. Os próximos passos da defesa e da acusação serão cruciais para o desenrolar do processo.
O RP News continuará a acompanhar este caso de perto, trazendo atualizações e análises aprofundadas sobre os desdobramentos judiciais e sociais. Siga-nos para se manter informado sobre este e outros temas relevantes, com o compromisso de oferecer informação de qualidade e contextualizada.
Fonte: https://g1.globo.com