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Deputada federal eleita Ana Elisa denuncia ameaças durante a campanha

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© anaelisast/ Instagram

A deputada federal eleita por Minas Gerais, Ana Elisa Santos Silva (PT), de apenas 21 anos, trouxe à tona uma grave denúncia sobre ameaças que sofreu durante o período de campanha. Em um episódio alarmante, ela relatou à Polícia Civil que recebeu ameaças de morte e violência sexual, além de ter seus dados pessoais expostos de forma irresponsável. Esta situação reflete um cenário preocupante de violência política de gênero que atinge candidatas em todo o país.

Detalhes das ameaças e medidas de segurança

As mensagens recebidas por Ana Elisa eram recheadas de ataques machistas e racistas, incluindo ameaças de estupro. A exposição de informações pessoais, como endereço, telefone e documentos, agravou a situação, levando seu partido a contratar segurança armada para sua proteção. A parlamentar eleita destacou que, ao retornar a Minas Gerais, já contaria com escolta, evidenciando a seriedade das ameaças recebidas.

Repercussão e contexto político

Ana Elisa já havia compartilhado em suas redes sociais prints de um e-mail ameaçador recebido em setembro. O remetente se identificava como membro de um grupo de extrema-direita e supremacista branco, a Ku Klux Klan, declarando intolerância a mulheres pretas em posições de poder. Essa situação não é isolada, mas parte de um padrão de violência política que tem crescido no Brasil, especialmente contra mulheres em cargos eletivos.

A ascensão política de Ana Elisa

Ana Elisa não é apenas uma vítima de ameaças, mas também um símbolo de renovação política. Com 524.219 votos, ela se destacou como a segunda mais votada em Minas Gerais, ficando atrás apenas de Nikolas Ferreira (PL). Além disso, fez história ao se tornar a mulher mais votada para a Câmara dos Deputados em Minas Gerais e a deputada federal mais jovem do Brasil. Nascida em Divinópolis, Ana é estudante de direito e começou sua trajetória política ao frequentar um sindicato com sua mãe, ganhando notoriedade ao discutir temas como direitos sociais, racismo e feminismo nas redes sociais, onde possui milhões de seguidores.

Violência política contra mulheres

A situação enfrentada por Ana Elisa não é isolada. Em setembro, diversas organizações da sociedade civil apresentaram ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento relatando inúmeros casos de violência contra candidatas nas eleições de 2026. Os dados do TSE indicam um aumento preocupante de 11 vezes nos casos de violência política de gênero entre 2022 e 2026, envolvendo desde agressões verbais até ameaças de morte e estupro.

Canais de denúncia e apoio

Para mulheres que enfrentam violência política, existem vários canais de denúncia e apoio disponíveis. A Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180, oferece atendimento gratuito e sigiloso 24 horas por dia. Outras opções incluem a Ouvidoria das Mulheres do Conselho Nacional do Ministério Público, a Procuradoria-Geral Eleitoral, a Ouvidoria Nacional da Mulher do CNJ, e a Polícia Federal. Em casos de emergência, a Polícia Militar pode ser acionada pelo 190.

O caso de Ana Elisa destaca a urgente necessidade de medidas efetivas contra a violência política de gênero. Continue acompanhando o RP News para atualizações sobre este e outros assuntos importantes, reafirmando nosso compromisso com a informação de qualidade e a diversidade de temas.

Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br

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